quarta-feira, 16 de junho de 2010
A alta crítica e a Bíblia Sagrada
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O que não é avivamento
Muitos crentes, por desconhecimento, posicionam-se contra o avivamento porque consideram-no a mais nova onda da igreja, uma coqueluche moderna e uma inovação sem nenhum respaldo bíblico e histórico.
Aqueles que assim pensam certamente não estudam com critério a Bíblia nem a história da Igreja. Os pontos culminantes da Igreja aconteceram em em épocas de avivamento. Desde o Antigo Testamento essa é uma verdade incontestável. Basta atentar para os grandes despertamentos na época de Ezequias, Josias e Neemias. É só olhar o grande avivamento em Jerusalém, em Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. É só informar-se sobre o que Deus fez na Reforma do século XVI, na Inglaterra, no século XVIII e em outros grandes avivamentos da História [...]
6. Avivamento não é superespiritualização da vida.
Muitas pessoas, em sua busca por um avivamento, saem da realidade e enclausuram-se nos castelos inexpugnáveis de uma espiritualidade isolada e monástica. Tornam-se tão "espirituais" que não sabem mais conviver com a vida, isolam-se, fazem da vida uma caverna de fuga. Querem sair do mundo em vez de serem guardados do mal. Dividem a vida entre sagrado e profano, corpo e alma, matéria e espírito. Deduzem que Deus só se interessa pelas coisas espirituais, que ele só atenta para as coisas que se faz na igreja; que Deus não atribui aos negócios, à família, ao trabalho, aos estudos e à vida do dia-a-dia o mesmo valor.
Esta não é a visão bíblica do verdadeiro avivamento. Tudo em nossa vida passa a ser moldado pelo sagrado. Todo o nosso viver é litúrgico, é uma expressão de culto.
O grande avivalista João Wesley, ao mesmo tempo em que pregava sobre avivamento, lutava pelas causas sociais na Inglaterra. Finney foi o maior avivalista do seu país, mas pregou ardorosamente contra a escravidão nos EUA no século passado. João Calvino atacou com veemência os juros extorsivos em Genebra. O avivamento traz profundas mudanças políticas, econômicas, sociais e morais. O avivamento não leva a igreja à fuga, mas ao confronto.
7. Avivamento não é campanha de evangelização.
Não podemos confundir avivamento com campanhas evangelísticas. Avivamento é para a igreja, para aqueles que já têm vida; evangelização é para o mundo, para quantos estão mortos em delitos e pecados. Avivamento é para crentes nascidos de novo; evangelização é para pecadores inconversos.
Na evangelização a igreja trabalha para Deus; no avivamento Deus trabalha para a igreja. Na evangelização, a igreja vai aos pecadores; no avivamento os pecadores correm para a igreja. Na evangelização, os pregadores apelam aos pecadores; no avivamento, os pecadores clamam aos pregadores.
Em épocas de avivamento, os corações se derretem como cera diante do fogo do Espírito Santo; por isso todo o avivamento deságua em poderosa ação evangelizadora" ( Lopes, Hernandes Dias. Avivamento urgente. 4 edição. Venda Nova, MG, Editora Betânia S/C, 1994, pp. 27-34).
quarta-feira, 24 de março de 2010
Crente ou Cristão?
Não são poucas as vezes que se ouve: "conheço um crente que fuma, que bebe bebida alcoólica, que compra e não paga, que não tem palavra, que é mentiroso"; "não faço negócio com crente"; "se for para ser crente do jeito que é beltrano, prefiro não ser", e por aí vão os desabafos que em sua maioria têm procedência, sabendo-se que outras vezes o que aparece é o preconceito dos que não gostam mesmo de crente.
Na história do cristianismo primitivo os inimigos do evangelho de Jesus usavam o termo cristão de forma depreciativa. O termo aparece em três lugares no Novo Testamento, em Atos 11.26; 26.28 e na 1ª Carta de Pedro 4.16. Cristão é um seguidor de Cristo. Um seguidor à risca. Não tem a idéia de apenas um seguidor teórico ou de um simples admirador. O cristão no sentido prático segue o exemplo de Cristo. Precisa ter as atitudes de seu Mestre. Mesmo não sendo igual a Cristo, o cristão persegue os ideais dos ensinos propostos por Jesus nos evangelhos, aliados aos das cartas também inseridas no Novo Testamento. E é bom que se diga que a história do cristianismo mostra o quanto era penoso ser cristão. O próprio termo equivalia a ser inimigo principalmente da Roma imperial. Quando o apóstolo Pedro escreve em sua carta aludida acima diz: "mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome". Ora, que motivos um cristão daria para sofrer, se não era assassino, ladrão ou malfeitor? Para fins de esclarecimento é bom que se diga que os povos dominados por Roma praticavam o sincronismo religioso sem nenhum problema, enquanto os cristãos respeitavam as leis romanas mas no que tangia a adorar ou prestar culto a César as coisas mudavam drasticamente.
Corrobora aqui a Bíblia de Referência Thompson em seu Suplemento Arqueológico, p. 1566: "Os cristãos foram acusados de ser insociáveis e excêntricos, e passaram a ser odiados e considerados inimigos da sociedade. Todavia, eles eram modestos e simples no vestir, rigidamente morais em sua conduta, e se negavam a assistir aos jogos e às festividades. Alguns cristãos inclusive censuravam àqueles que vendiam alimentos para os animais que tinham de ser sacrificados aos deuses pagãos. O povo chegou a temê-los, já que não queriam que a ira dos deuses se acendesse devido ao fato dos cristãos se negarem a render-lhes sacrifícios. Se as colheitas fracassavam, o rio Tibre transbordava ou havia epidemias, o povo gritava: "Os cristãos aos leões!" Porém, os cristãos eram bondosos com todos aqueles que tinham problemas, e ficavam cuidando dos enfermos quando havia epidemia, enquanto todos fugiam.
Para provar a lealdade dos homens, o governo romano exigia que todos se apresentassem em certos lugares públicos e ali queimassem um pouco de incenso em honra do imperador. Os cristãos consideravam isto um ato de adoração ao imperador, e se negavam a fazê-lo. As autoridades começaram a observar essa atitude e a castigá-los, inclusive com a morte".
Algumas dessas execuções eram seguidas de extrema barbárie. Para os seguidores de Cristo constituía-se em elevada honra, a de morrer por seu Senhor.
O Novo Testamento também registra que os cristãos foram chamados: Os do caminho, Atos 9.2; irmãos, Atos 15. 1, 23; 1ª Corintio 7. 12; discípulos, Atos 9. 26; 11.29; crentes, Atos 5. 14; santos, Carta aos Romanos 8. 27; 15. 25.
Nem todas as pessoas que dizem crer em Jesus estão salvas, (Mateus 7. 21). A fé morta é caracterizada por pessoas que dizem crer em Jesus, mas cujo procedimento é contraditório. A fé meramente intelectual, é aquela em que a pessoa consente com certas verdades, mas não é transformada como Jesus comunicou ao Dr. Nicodemos: "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (Evangelho de João 3.30).
Há uma pertinente explicação da passagem da carta de Tiago cap. 2, v 19," Crês, tú, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem", feita pelo ilustre Pr. Hernandes Dias Lopes em seu livro "Tiago, transformando provas em triunfo". São Paulo, SP: Hagnos 2006 (Comentários expositivos Hagnos, pp 51,52).
"A fé morta é uma fé que atinge apenas o intelecto. A fé dos demônios atinge o intelecto e também as emoções. Os demônios têm um estágio de fé mais avançado que muitos crentes. A fé dos demônios não é apenas intelectual, mas também emocional. Eles crêem e tremem!
Crer e tremer não é uma experiência salvadora. Você não conhece uma pessoa salva pelo conhecimento que adquire nem pelas emoções que demonstra, mas pela vida que vive ( Tiago 2.18).
No que os demônios crêem? Warren Wiersbe responde a essa pergunta, dizendo: em primeiro lugar, os demônios crêem que Deus é um só. Os demônios crêem na existência de Deus. Eles não são nem ateístas nem agnósticos. Eles crêem na "shema" judaica: "Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor". Mas essa crença dos demônios não pode salvá-los.
Em segundo lugar, os demônios crêem na divindade de Cristo. Os demônios corriam para ajoelhar-se diante de Cristo para adorá-lo (Marcos 3.11,12). Eles sabiam quem era Jesus. Eles se prostravam aos pés do Senhor Jesus.
Em terceiro lugar, os demônios crêem na existência de um lugar de penalidades eternas. Eles sabem que o inferno foi criado para o diabo e seus anjos. Eles sabem que o inferno é destinado para todos aqueles cujos nomes não forem encontrados no Livro da Vida. Eles não negam a existência do inferno (Lucas 8. 31). Eles crêem nas penalidades eternas.
Em quarto lugar, os demônios crêem que Cristo é o supremo Juiz que os julgará. Os demônios sabem que terão de comparecer diante de Cristo, o supremo juiz. Eles crêem no julgamento final. Eles crêem que todo o joelho se dobrará diante de Cristo. Entretanto, os demônios estão perdidos, eternamente perdidos. Uma fé meramente intelectual e emocional coloca-nos apenas no patamar dos demônios".
Conclusão:
Você é crente e cristão? É cristão e é crente? Os parâmetros para a sua avaliação são apenas pessoais ou são baseados na Santa e Bendita Palavra de Deus que a tudo prescruta como bem falou o salmista? "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno" (Salmos 139. 23,24).
Que Deus em Cristo Jesus a todos abençoe agora e na eternidade!
terça-feira, 16 de março de 2010
Introdução aos profetas menores
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Coincidências ?
Em março de 2008, ocorreu o que bondosamente chamam de acidente, quando a menina Izabela Nardoni, de cinco anos de idade, pelo que tudo indica foi lançada do sexto andar onde residia em SP. Os pais tão somente alegam um fatal acidente...O caso se arrasta na justiça.
Agora em dezembro, no interior da Bahia, o padastro de um menino de dois anos confessou ter colocado dezenas de agulhas no corpo do garoto. O cidadão alegou desavenças amorosas com a mãe do menino e que em vingança escolheu a indefesa criança para pôr em prática o que também já se aventa como magia negra.
O noticiário do dia 22/12 informou que um bebê de seis meses caiu do sétimo andar de um prédio no bairro do Méier, subúrbio do Rio. Na hora do estranho acidente o pai alega que tomava conta da criança...
Não é novidade que qualquer descuido com crianças pode ser fatal. Mas o que chama atenção é o aumento de acidentes e incidentes nos quais as maiores vítimas são as crianças. Uma hora a criança caiu na piscina. Outro momento foi esquecida dentro de um veículo e lá faleceu asfixiada. Camêras de circuito interno dão conta de babás agredindo sem nenhum pudor crianças que se entende indefesas. Para não se falar em enfermeiras assassinas e cruéis. Pedófilos, etc.
Considere-se os casos das crianças caindo do sexto e sétimo andares respectivamente como se ambas marcaram um ponto de referência e correndo venceram o obstáculo da rede de proteção e lançaram-se ao espaço. No caso da pequena Izabela ela teria idade para tal façanha, mesmo em remota possibilidade, mas o bebê do Méier é no mínimo estranha a justificatica dos pais;
Considere-se as explicações ingênuas de cada pai nos casos aqui abordados;
Considere-se que a criança não pediu para nascer e que se vai ser um empecilho pudessem o(s) pai(s) doarem a referida criança antes que ela venha "atirar-se" de uma janela.
Pelo sim ou pelo não, percebe-se de forma crescente cada vez mais, o descaramento de muitas pessoas, e o cinismo de outras. Se o profeta Habacuque estivesse entre nós sem dúvida perguntaria: "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida". (Habacuque 1.1-4).
Que Deus em sua bondade e misericórdia desperte a cada pai e a cada mãe. Que fomente em cada família o devido senso de responsabilidade. Que cada janela esteja protegida não apenas por telas, mas pelo cuidado diário que Deus exigiu dos pais no livro de Deuteronômio 6.6-9.
Que Deus a todos abençoe agora e no dia da eternidade.
Pr. Josué Ribeiro da Costa, aprendiz de Teologia.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Dia do professor
Ora, a função do professor dentro do sistema escolar é nobre, mas o papel da família não pode ser delegado a nenhum outro segmento. Perguntas que parecem ingênuas são feitas constantemente entre elas; "por que a violência chegou assustadoramente às salas de aula", e diga-se sem nenhum pudor ou medo de correção por parte dos infratores. Talvez muitas respostas, mas uma é circunstancial e emblemática: a família (não todas), tem perdido o lugar de referência. De absolutos. De ordem, disciplina e parâmetros.
Até um pouco de religiosidade tem sido posta em dúvida em muitos lugares, ou seja, Deus foi expulso acintosamente, o que se deve esperar então? A máxima de "a toda ação, corresponde uma reação" tem também suas implicações no âmbito moral.
Fora baixos salários, plano de carreira no papel e como assunto apenas de ano eleitoreiro, o professor conseguia suportar tais desmandos e percalços, mas agora, não só com a violência descabida dentro do espaço escolar, mas também o vandalismo, o número de professores estressados e virando as costas à profissão tem aumentado consideravelmente. Bem, falta de reunião buscando soluções para, diga-se, amenizar esse quadro, não é o caso e tem ocorrido muitas e outras mais haverão, mas que tivessem resultados positivos e visíveis sem o famosíssimo blá, blá, blá.
Neste dia 15/10, dia do professor, nossos sinceros parabéns, seja pelo sacerdócio, pela profissão ou até pela necessidade, mas que cada professor pudesse ser lembrado e festejado por bons salários, pelo reconhecimento e respeito, pois do jeito que as coisas caminham e não irá muito longe, professor será profissão de alto risco.
Que a todos Deus abençoe em Cristo Jesus.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
O vinho nos tempos do Antigo Testamento [Parte I]
INTRODUÇÃO
- (a) Por um lado, yayin aplica-se a todos os tipos de suco de uva fermentado (Gênesis 9.20,21; 19.32,33; 1 Samuel 25.36,37; Provérbios 23.30,31). Os resultados trágicos de tomar vinho fermentado aparecem em vários trechos do Antigo Testamento, notadamente Provébios 23.29-35.
- (b) Por outro lado, yayin também se usa com referência ao suco doce, não fermentado, da uva. Pode referir-se ao suco fresco da uva espremida. Isaías profetiza: "já o pisador não pisará as uvas [yayin] nos lagares" (Isaías 16.10); semelhantemente, Jeremias diz: "fiz que o vinho [yayin] acabasse nos lagares; já não pisarão uvas com júbilo" (Jeremias 48.33). Jeremias até chama de yayin o suco ainda dentro da uva (Jeremias 40.10,12). Outra evidência que yayin, às vezes, refere-se ao suco não fermentado da uva temos em Lamentações, onde o autor descreve os nenês de colo clamando às mães, pedindo seu alimento normal de "trigo e vinho" (Lamentações 2.12).
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Bíblia: um Livro de critérios
O bom conhecedor das leis de hermenêutica bíblica fará diferença entre o que a Bíblia autoriza ou não a fazer, e aquilo que a pessoa para endossar um ponto de vista, um novo costume e hoje muito em voga criar atrações para o povo, cita a Bíblia para ter maior respaldo. Existem textos e passagens bíblicas que são tomadas sem nenhum escrúpulo e de forma isolada sem se conhecer usos e costumes dos povos bíblicos, assim como as regras básicas de interpretação bíblica.
Se a pessoa ou líder responsável tivesse um pouco de bom senso diria: "querida e amada igreja, congregação, grupo, etc, teremos uma inovação em nossas reuniões a partir de ... , mas quero deixar claro que não tem nada a ver com a Bíblia, sou eu o(a) responsável pela idéia". Mas parece que para tal atitude falta um pouco de coragem, discernimento e respeito à Palavra de Deus para não se falar em temor do Senhor. É mais fácil e confortador mascarar certas inovações citando a Bíblia para que se tenha um clima de aparente espiritualidade.
Os defensores das interpretações distorcidas citam muitos textos da Palavra de Deus e entre eles o que se referem à poligamia, ao respaldo em se tomar bebida alcóolica, etc. Quem sabe numa próxima oportunidade Deus permita citar fontes fidedignas que tratam dos dois assuntos (?), isto com transparência e bom senso. Agora, apenas alusão a um texto que não é comum ser citado pelos falsos hermenêutas e que eles já sabem que a referida passagem não é literal, ou seja, não deve ser tomada ao pé da letra.
Jesus em seu profundo e atualíssimo sermão da montanha citou um texto que o evangelista Mateus assim registrou: "Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-0 de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um de teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno"( Mateus 5.29,30).
Já se ouviu de mentecapto que desejou aplicar a si mesmo os versículos citados. Mas entre os que dizem "está na Bíblia", para acobertarem suas práticas litúrgicas ou mesmo cotidianas, não se viu pessoas sem olhos ou sem as mãos cumprindo o referido texto. Aliás, a bem da verdade e da justiça quantos estariam por aí cegos e manetas. A Bíblia é um livro rico em figuras e simbolismo e o texto proposto por Jesus insere-se entre os tais. Na época, o Mestre ensinava sobre a luxúria. No versículo 28, Jesus diz:"Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela".
Ora, a questão da impureza está no intimo de cada um. Os membros do corpo humano apenas respondem as reações internas. O Antigo Testamento condenava o ato, a ação do adultério. O Novo, pelos ensinos de Jesus vai mais longe, condenando também as mais escondidas emoções e pensamentos escusos. Corrobora também o texto de Mateus 15. 28-20: "Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina".
Fica claro que Jesus queria que seus ouvintes vissem que a verdadeira fonte do pecado jaz, não no orgão físico, mas no coração. O coração perverso do homem precisa ser mudado se ele quer escapar à ruina final do inferno. Que haja critérios na leitura, interprteção e aplicação da Bíblia Sagrada. Que Deus em Cristo Jesus a todos abençoe, agora e na eternidade.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
A Noite de São Bartolomeu
O massacre de São Bartolomeu. Catarina de Médicis, mãe do rei( Carlos IX da França), romanista ardorosa e instrumento dócil do papa, deu a ordem, e, à noite de 24 de agosto de 1572, 70.000 huguenotes, inclusive a maioria dos seus líderes foram trucidados. Houve grande regozijo em Roma. O papa e seu Colégio de Cardeais foram, em solene procissão, à Igreja de San Marco, mandando cantar Te Deum em ação de graças. Mandou cunhar uma medalha comemorativa do massacre e enviou um cardeal a Paris para levar ao rei, e à rainha mãe suas congratulações, bem como dos cardeias. "Faltava um nada para a França tornar-se protestante; ela, porém esmagou o protestantismo na Noite de São Bartolomeu, 1572".
As guerras huguenotes
Em seguimento ao massacre de São Bartolomeu, os huguenotes uniram-se e se armaram para a resistência, até que, finalmente, em 1598, pelo Edito de Nantes, concedeu-se-lhes o direito de liberdade de consciência e de culto. Mas, nesse entretempo, uns 200.000 pereceram mártires. O Papa Clemente VIII achou "condenável" o Edito de Nantes. Depois de anos de trabalho dos jesuítas, às ocultas, o Edito de Nantes foi revogado, 1685, e 500.000 huguenotes fugiram para países protestantes,(Transcrito do Manual Bíblico de Halley, p. 701. V2. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. 1970).