Normalmente um novo chefe, traz consigo novidades, surpresas e que serão vistas na sua nova administração. É lógico que ajam mudanças, pois cada indivíduo tem características próprias e se supõe que se necessário, sejam as referidas mudanças para melhor. Lamentavelmente em muitos casos ocorre o inverso quando mudanças são feitas sem nenhum critério, sem nenhum cuidado e para piorar algumas dessas mudanças são feitas para desfazer o que foi criado pelo antecessor. Essa é uma prática comum no universo da política, mas não podia ser no reino de Deus.
Assim registra o texto sagrado: "De acordo com a orientação dada por Davi, o seu pai, Salomão organizou os sacerdotes em grupos para fazerem o trabalho e também os levitas, que cantavam louvores a Deus e ajudavam os sacerdotes no trabalho de todos os dias. Também organizou os guardas em grupos, para os vários portões do Templo, tudo de acordo com com as ordens de Davi, homem de Deus" (2 Crônicas 8.14).
Falar da sabedoria de Salomão pode parecer redundância, mas como um dos luminares da História mundial e bíblica, ele, como o novo rei e inteligente que era podia engendrar substanciais mundanças na administração que recebera de seu pai. No texto de segundo Crônicas há referência à liturgia e a sua organização promovida pelo rei Daví com a unção do Espírito Santo, agora com o Templo recém inaugurado, o rei Salomão toma o serviço feito por Daví e insere no culto.
É bom se destacar que Salomão não fez mudanças tão somente por ter sido seu antecessor o próprio pai, mas por ter usado de um salutar critério, equilíbrio e bom senso, do qual fala muito em seus Provérbios.
No entanto em administrações diversas o que se tem visto é o desperdício de tempo, dinheiro, pessoas envolvidas, assim como magoadas com mudanças sem sentido de um novo líder que assume e às vezes em um arroubo momentâneo faz sua administração sofrer sérios prejuízos, tão somente por ter resolvido mudar para provar que pode mandar. Ah! se tais mudanças sem nexo, e incoerentes que visam promover o ego doentio mexessem no bolso dessas pessoas, a história seria outra com certeza.
Algumas considerações sobre mudanças a quem administra:
1) É hora de mudar?
2) A mudança é pertinente? É coerente? É responsável?
3) Visa o bem do todo?
4) Toda a mudança traz resistência, por isso o líder deve está ciente e seguro do que está fazendo. Há riscos a serem contabilizados.
5) Há mudanças que devem ser trabalhadas, amadurecidas. Os mais experientes concordam que o tempo pode ser um bom aliado.
6) Caso não dê certo determinada mudança, o líder deve assumir os juros da iniciativa errada.
7) O ditado que diz que é melhor arriscar e errar do que ser acusado de não ter arriscado, tem o seu lado relativo, pois há mudanças que envolvem mais que meras circuntânscias.
8) O líder representa um grupo, uma corporação, uma igreja evangélica, ou outro segmento. Em última análise ele é responsável por decisões, mudanças, erros e acertos do grupo que lidera.
9) O ponto oito nos arremete a um fato importantíssimo. Que cada líder tivesse acompahando de eficientes conselheiros. Vamos até o livro canônico de Provérbios de Salomão: "O país que não tem um bom governo cairá; com muitos conselheiros, há segurança" (Pv 11.14).
"Sem conselhos os planos fracassam, mas com muitos conselheiros há sucesso" (Pv 15.22).
"Procure bons conselhos e você terá sucesso; não entre na batalha sem antes fazer planos" (Pv 20.18).
10) Não havíamos pensado em dez pontos, coincidiu, mas a lista está aberta e aqui é sugerido a oração como aliada inseparável de quem administra. De quem vai estar sempre tomando decisões, enfim de quem vez por outra precisará fazer mudanças.
"Se lhe faltar conhecimento, procure ajuda com os homens. Se lhe faltar sabedoria procure a Deus. Ma s se lhe faltar bom senso, nem Deus nem os homens poderão lhe ajudar".
Que Deus a todos abençõe em Cristo Jesus, nosso Senhor.
Pr. Josué Ribeiro da Costa
terça-feira, 17 de maio de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
A atualidade do profeta Habacuque
"Sentença revelada ao profeta Habacuque. Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida" (Habacuque 1. 1-4).
Autor e data
Pouco se sabe a respeito do profeta Habacuque. Tudo indica que ele viveu entre 605 e 597 a.C.
Se outros profetas foram surpreendidos por mensagens que vinham direto de Deus e que eles não esperavam, Habacuque subiu a sua torre de vigia e esperou o que Deus ia dizer (2.1). Ele até ousou questionar e contestar aquilo que Deus faz (1.2,3,13). (Bíblia de Estudo NTLH).
Corrobora, Isaltino Gomes Coelho Filho, quando alude ao texto em epígrafe: "O quadro diante do profeta é dantesco: violência, iniquidade, opressão, destruição, contendas e litígio, lei frouxa, justiça que não se manifesta, ímpio que cerca justo e justiça pervertida. É um filme que vemos todos os dias, cotidianamente, na nossa sociedade. E a nossa reação, muitas vezes, se não explícita, pelo menos é algo que nos incomoda: por que Deus não age? Por que deixa que as coisas caminhem como estão e só toma providência um pouco tardiamente? Neste sentido, Habacuque pode nos ajudar muito, porque sua preocupação se torna a de muita gente, hoje. Vemos também que a presença do mal na vida humana e na perversão dos laços humanos não é algo inédito. Sempre esteve presente na história da humanidade" (Os profetas menores II, p. 79: JUERP, 2002-04-25).
Que Deus em Cristo Jesus, a todos abençoe agora e no dia da eternidade que cada vez mais se avizinha. "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas".
Pr. Josué Ribeiro da Costa, aprendiz de teologia.
sexta-feira, 11 de março de 2011
As crises de desânimo do ministro
C.H.Spurgeon, considerado "o príncipe dos pregadores" escreve em seu livro "Lições aos meus alunos, página 202, primeira edição em portugues, 1982. Publicações evangélicas selecionadas", um capítulo sobre a depressão na vida daqueles envolvidos no ministério divino. Sua abordagem é simples e pode ser compartilhada por outras pessoas, pois a depressão não escolhe ofícios. O que se segue é um resumo do referido capítulo.
"Como está escrito que Davi, no calor da batalha, abateu-se, assim se pode escrever de todos os servos do Senhor. Crises de depressão acometem a maioria de nós. Animados como possamos ser normalmente, a intervalos temos que ser derrubados. O forte nem sempre está vigoroso, o sábio nem sempre é expedito, o bravo nem sempre é corajoso, e o alegre nem sempre está feliz. Pode ser que existam aqui e ali homens de aço a quem o ralar e o rasgar não causam nenhum dano perceptível, mas por certo a inércia desgasta mesmos a estes; e quanto aos homens comuns, o Senhor sabe e os faz saber que não passam de pó. Sabendo pela mais penosa experiência o que significa uma profunda depressão de espírito, sendo visitado por ela frequentemente e a intervalos não demorados, achei que poderia ser consolador para alguns dos meus irmãos se partilhasse meus pensamentos sobre isso para que os mais jovens não imaginem que algo estranho lhes acontece quando tomados em alguma ocasião pela melancolia; e para que os mais deprimidos saibam que a pessoa sobre quem o sol está brilhando jubilosamente nem sempre andou na luz".
"Não é necessário provar com citações de biografias de ministros que a maioria deles, senão todos, passou por períodos de terrível prostração. A vida de Lutero poderia ser suficiente para dar mil exemplos, e ele não era de modo nenhum do tipo mais fraco. Seu espírito grandioso esteve muitas vezes no sétimo céu da exultação, e com igual frequência às bordas do desespero...Por que será que os filhos da luz andam às vezes em trevas espessas? Por que será que os arautos da alvorada às vezes se acham numa noite que vale por dez"?
1. "Não será primeiro porque são homens?
Sendo homens, estão enquadrados na fraqueza e são herdeiros da tristeza. É preciso que às vezes enfrentemos durezas. Aos homens de bem foram prometidas tribulações neste mundo, e os ministros podem esperar maior parte do que os outros, para aprenderem a simpatizar com o sofredor povo do Senhor, e assim possam ser aptos pastores de um rebanho enfermo. Os anjos poderiam ter sido ordenados evangelistas, mas os seus atributos celestiais os teriam incapacitados para terem compaixão dos ignorantes; poderiam ter sido modelados homens de mármore, mas a sua natureza impassível seria um sarcasmo para a nossa fragilidade e uma zombaria das nossas necessidades. Foi a homens, e homens sujeitos às paixões humanas, que o sapientíssmo Deus escolheu para serem os Seus vasos de bençãos; daí estas lágrimas, estas perplexidades, estas quedas".
2. "Além disso, na maioria somos, de um modo ou de outro, fisicamente defeituosos.
A grande maioria de nós trabalha com uma ou outra forma de deficiência do corpo ou da mente. Certas doenças do corpo, principalmente as relacionadas com os orgãos do aparelho digestivo, o fígado e o baço, são tremendas fontes de desânimo, e, lute o homem quanto puder contra tais influências, haverá momentos e circunstâncias em que por algum tempo o vencerão. Quanto às doenças mentais, haverá alguém que seja inteiramente são? Não estamos todos um pouco fora do equilíbrio"?
3. "Quando empreendemos a nossa obra fervorosamente, tornamo-nos vulneráveis à depressão.
Quem pode aguentar o peso das almas sem afundar no pó? As entranhadas aspirações pela conversão dos homens, se não plenamente satisfeitas (e quando são?), consomem de angústia e desapontamento a alma. Ver os interessados irem por água abaixo, os piedosos se esfriarem, os crentes professos abusarem de seus privilégios, e os pecadores ficarem mais descarados - ver estas coisas não é o suficiente para esmagar-nos contra o solo? Como podemos sentir-nos doutro modo se não entristecidos, enquanto os homens não crêem em nossa mensagem, e não se revela o braço do Senhor? Todo o trabalho mental tende a cansar-nos e a deprimir-nos, pois o muito estudo enfado é da carne; mas o nosso trabalho é mais que mental - é do coração, é labuta do íntimo da nossa alma".
4. "A nossa posição na igreja também conduz a isso.
Um ministro plenamente habilitado para o seu trabalho normalmente será um espírito que está acima, além e à parte dos demais. O mais afeiçoado dentre o seu povo não pode penetrar os seus pensamentos, cuidados e tentações peculiares. Nas fileiras militares os homens andam ombro a ombro, com muitos companheiros, mas conforme o oficial sobe na hierarquia, os homens da sua posição vão sendo cada vez em menor número. Há muitos soldados, poucos capitães, menos coronéis, mas somente um comandante em chefe. Assim, em nossas igrejas, o homem que o Senhor eleva como líder vem a ser, no mesmo grau em que é homem superior, homem solitário. Os homens de Deus que se elevam acima dos seus semelhantes mantendo mais íntima comunhão com as realidades celestiais, em seus momentos de maior fraqueza acham falta da simpatia humana. Como o Senhor no Getsêmani, buscam em vão receber conforto dos discípulos que dormem ao seu redor".
Ocasiões mais propícias para as crises de desânimo
"Na medida em que eu as tenho experimentado (aqui o testemunho de Spurgeon), podem ser resumidas num breve catálogo. Dentre elas devo mencionar em primeiro lugar a hora de grande sucesso. (a) Quando um desejo há muito tempo acalentado finalmente se cumpre, tendo Deus sido grandemente glorificado por nosso intermédio havendo-se alcançado grande triunfo, então estamos sujeitos a desfalecer. Talvez se pudesse imaginar que, em meio a favores especiais, a nossa alma pairaria nas alturas do êxtase e se regozijaria com júbilo indescritível, mas o que se dá geralmente é o inverso...Vejam Elias depois de ter caído fogo do céu, depois de terem sido mortos os sacerdotes de Baal, depois que a chuva alagou a terra árida! Para ele nada de notas de música de auto-complacência, nada de pavonear-se como um conquistador em roupagens de vitorioso. Ele foge de Jezabel, e, sentindo a revulsão do seu distúrbio intenso, suplica pedindo para morrer. Aquele que nunca haveria de ver a morte anseia pelo repouso do sepulcro, como César, o monarca do mundo em seus momentos de pesar chorava como uma menina doente. A pobre natureza humana não pode aguentar tensões como as que advêm das vitórias celestiais; tem que sobrevir uma reação. O excesso de alegria ou de emoção tem que ser pago com depressões subsequentes..."
(b) "Antes de alguma grande realização, certa medida da mesma depressão geralmente ocorre.
Divisando as dificuldades que se nos antepõem, os nossos corações sucumbem dentro de nós. Os filhos de Enaque se agigantam diante de nós, e somos como gafanhotos aos nossos próprios olhos na presença deles. As cidades de Canaã são muradas até aos céus, e quem somos nós para esperar capturá-las?
Foi esta minha experiência (aqui o testemunho de Spurgeon), quando no começo me tornei pastor em Londres. O meu sucesso me aterrorizou; e a idéia da carreira que parecia abrir-se, muito longe de entusiasmar-me, lançou-me às maiores profundezas, das quais pronunciei o meu miserere e não achei lugar para cantar glória em excelsis. Quem era eu para eu para continuar liderando tão grande multidão? Queria ir para a minha obscuridade aldeã, ou emigrar para a América e encontrar um ninho no ermo onde fosse idoneo para as coisas que se exigissem de mim. Mas precisamente aí a cortina estava se levantando sobre a minha vida, e temí o que poderia sobrevir. Eu espero que não tenha sido falta de fé, mas eu estava temeroso e completamente tomado pelo senso de minha inépcia. Estava com medo de uma obra que a Providência repassada da graça divina preparava para mim. Senti-me como simples criança, e tremí quando ouvi a voz que dizia: "Levanta-te, malha as montanhas, e faz delas palha".
(c) "Em meio a uma longa tirada de trabalho ininterrupto, pode-se achar a mesma aflição.
Não se pode dobrar o arco o tempo todo sem temer quebrá-lo. O repouso é necessário à mente tanto quanto o sono ao corpo. Nossos sabbaths - nossos domingos - são os nossos dias de trabalho, se não descansarmos nalgum outro dia, ficaremos prostrados. Mesmo a terra seca precisa ficar sem lavradio e ter os seus períodos sabáticos; assim conosco. Daí a sabedoria e compaixão de nosso Senhor, quando disse aos Seus discípulos: "Vinde vós aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco". O quê?! Quando o povo está desfalecido? Quando as multidões estão como ovelhas nas montanhas sem pastor? E Jesus fala de descanso? Quando os escribas e fariseus, quais lobos vorazes, rondam o rebanho, leva Ele os Seus discípulos para um tranquilo lugar de repouso? O tempo de repouso não é tempo perdido. É economia juntar novas forças..."
(d) "Um golpe esmagador às vezes deixa o ministro muito abatido.
O irmão em quem mais se confiava torna-se um traidor. Judas levanta o calcanhar contra o homem que confiava nele, e o coração do pregador lhe falha na hora. Todos nós estamos prontos demais para ver uma arma carnal, e dessa propensão surgem muitas das nossas tristezas. O golpe é igualmente demolidor quando um honrado e estimado irmão se rende a alguma tentação, e leva à desgraça o santo nome pelo qual era chamado. Qualquer coisa é melhor que isto. Isto leva o ministro a ansiar por uma cabana em algum vasto deserto onde possa ocultar a cabeça para sempre, e não ouvir mais as zombarias blasfems dos ímpios. Dez anos de trabalho não tiram tanto da vida como o que perdemos em poucas horas por causa de Aquitofel, o traidor, ou de Demas, o apóstata. As contendas, também, e as divisões, as calúnias e as críticas tolas, muitas vezes prostram santos homens e os fazem ir "como com uma espada nos ossos". As palavras duras ferem profundamente certas mentes delicadas. Muitos dos melhores ministros, pela própria espiritualidade do seu caráter, são excessivamente sensíveis - sensíveis demais pra um mundo como este. "Um coice que mal move um cavalo, mata um bom teólogo." As provações de um verdadeiro ministro não são poucas, e as que são causadas por crentes professos ingratos são mais duras de aguentar do que os mais grosseiros ataques de inimigos confessos. Oxalá nenhum homem que anda em busca de tranquilidade mental e de quietude na vida entre no ministério; se o fizer, fugirá dele desgostoso..."
(e) "Este mal também nos atinge sem que saibamos a razão
Não se pode arrazoar com depressão desmotivada. Tampouco pode a harpa de Davi encantá-la e expulsá-la com os seus suaves argumentos. É como lutar com o nevoeiro, enfrentar esta situação informe, indefinível e trevosa de desamparo. Nem a gente mesmo tem dó de si neste caso, porque parece irrazóavel, e até pecaminoso, ficar angustiado sem causa evidente. Se os que se riem dessa melancolia apenas sentissem por uma hora a sua dor, o riso deles seria silenciado pela compaixão".
Deus a todos abençoe em Cristo Jesus.
Pr. Josué Ribeiro da Costa.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Feliz 2011
A inexorabilidade do tempo pede que nos curvemos diante dela e isso porque constatamos que faltam dois dias para o término do abençoado ano de 2010. A vida compõe-se de frentes de batalhas. Algumas dessas batalhas não terminam nunca tais como a segurança em todos os níveis, a sobrevivência, o cuidado com a saúde, com a família, os deveres muito maiores que os direitos de cidadão, o abrigo e outros acessórios do dia a dia. Por outro lado, surgem batalhas inopinadas, que são as frentes de lutas que desconhecemos, mas que pedem nossa intervenção, nosso envolvimento, mesmo que não desejemos. A famosa expressão "sem luta, não há vitória" é bem oportuna, no entanto diante dos inúmeros embates desta vida, nos perguntamos como vencer, como continuar de pé, se não pudermos sair vitoriosos em todas as batalhas, que pelo menos, não nos acovardemos diante do(s) inimigo(s).
Reconhecendo que não há outro meio, o Espírito Santo de Deus nos faz recorrer de forma solene à Bíblia sagrada e para nossas indagações, necessidades, súplicas e expectativas que sempre existem ante o término de um ano e a chegada de outro o escritor sagrado diz: "Inclina, ó Deus meu, os ouvidos e ouve; abre os olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas misericórdias" (Daniel 9.18).
Sobre as misericórdias do Senhor corrobora o profeta Jeremias: " As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade" (Lamentações 3.22,23).
Louco, insensato quem pensa que os embates diários onde setas são jogadas sobre cada pessoa não apenas para ferir, mas destruir, são vencidos por inteligentes estratégias. O texto informa que não fora as misericórdias do Senhor e teríamos sido consumidos. A arrazoada constatação de ainda estarmos de pé deve ser evidenciada pelas infindas misericórdias do Senhor.
Caros leitores, um feliz, próspero e abençoado 2011. Se nos for permitido adentrar o novo ano, que possamos saber que estivemos envoltos nas misericórdias do Senhor.
"Ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!" (Epístola de Judas, v.25).
Com carinho, apreço e sempre voltado para os laços do calvário.
Pr.Josué,aprendiz de Teologia.
sábado, 13 de novembro de 2010
A solene preocupação com o arrebatamento da Igreja
No sempre atual texto da primeira carta de Paulo aos Tessalonicenses, capítulo quatro, dos versículos 13 ao 18, o apóstolo esclarece aos irmãos de Tessalônica sobre a grandiosidade do arrebatamento da Igreja de Nosso Senhor Jesus. Havia entre os irmãos incertezas, ignorância sobre os salvos que haviam morrido. Paulo possuidor de uma sensibilidade extremamente fina escreve à igreja, esclarecendo que fatos grandiosos e além da imaginação aguardam os que morreram em Cristo, assim como os que estarão vivos e que da mesma forma têm a Jesus como único e suficiente salvador e que também aguardam esse bendito e indescritível momento.
Em sua primeira carta à igreja de Corinto, o mesmo apóstolo fala do arrebatamento como "um mistério". O arrebatamento da Igreja desencadeará uma série de acontecimentos combinados e de cunho escatológico, mostrando que a agenda do Altíssimo não foi, nem pode ser alterada.
Em sua primeira carta à igreja de Corinto, o mesmo apóstolo fala do arrebatamento como "um mistério". O arrebatamento da Igreja desencadeará uma série de acontecimentos combinados e de cunho escatológico, mostrando que a agenda do Altíssimo não foi, nem pode ser alterada.
Aqui, não apenas um lembrete, mas a solene preocupação com o arrebatamento da Igreja. Os sinais se cumprem de forma indiscutivel seja em qualquer esfera ao redor do mundo. Não bastasse a violência, a corrupção, o esfacelamento da família, o ataque aos bens morais, a perseguição aos cristãos em alguns países ostensivamente, enquanto que em outros mais sútil, ouve-se o gemido cada vez mais crescente da natureza, daí a lembrança da carta de Romanos no capítulo 8. 22.
O versículo dezoito do texto aludido em primeira Tessalonicenses, termina com um também solene : "Consolai-v0s, pois, uns aos outros com estas palavras". Louvado seja o nome do Senhor, porque para quem está preparado as palavras são de conforto.
Você está preparado(a) para o arrebatamento?
Que Deus em Cristo Jesus nos guarde atentos para tão auspicioso evento.
Josué, aprendiz de Teologia.
domingo, 3 de outubro de 2010
Por uma verdadeira democracia
Todas as vezes que no Brasil se deseja benefícios e que normalmente são propostos pela previlegiada classe política um dos argumentos mais comuns é : "Porque lá nos Estados Unidos funciona assim".
Relacionado com as eleições e que funciona muito bem "lá nos Estados Unidos" seria muito bem vinda a suspensão da obrigatoriedade do voto. Já se sabe que interesses ocultos têm suas desculpas para não se tocar no assunto. Quem sabe um corajoso paladino pudesse propor e levar até o fim, conseguindo a não obrigatoriedade do voto no Brasil para as legislaturas federal, estadual e municipal. Aí se avizinharia a verdadeira democracia, não apenas no que se fala, traduzido em muito blá, blá, blá, mas no que se pratica.
"Na política é difícil distingüir um político capaz daquele que é capaz de tudo" (Getúlio Vargas).
Por Josué, aprendiz de Teologia.
"Na política é difícil distingüir um político capaz daquele que é capaz de tudo" (Getúlio Vargas).
Por Josué, aprendiz de Teologia.
domingo, 15 de agosto de 2010
O falso profeta e sua extremada petulância
Introdução
O texto do livro do profeta Jeremias, capítulo vinte e oito, encerra os fatos sobre os quais serão feitas algumas considerações. Não será a rigor um estudo exaustivo, mas nem por isso pode-se desprezar os ricos e atuais ensinos alí contidos.
Deve ser esclarecido que as linhas que se seguem não é nenhum ataque aos dons espirituais e mormente ao dom de profecia tão atual quanto nos dias da igreja primitiva. Mas um alerta de cautela e aviso nestes tempos de genérico, do pó de madeira com um pouquinho de cola ( o aglomerado, mdf), dos inúmeros produtos piratas, das propagandas enganosas...
As palavras de nosso Senhor Jesus no conhecido sermão profético cumprem-se de maneira ostensiva em nossos dias: "Então se alguém disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque sugirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mateus 24.23,24).
Profetas e falsos profetas
Ao longo da história bíblica os servos do Altíssimo defrontaram-se com a contra mão da verdade, os falsos profetas. Muitos adjetivos poderiam caracterizá-los, mas foi escolhido o da petulância. A Palavra de Deus cita adivinhador, prognosticador, feiticeiro, encantador, necromante e mágico (Deuteronômio 18 . 10,11). Etmologicamente são palavras diferentes, no entanto o falso profeta como os demais citados convergiam para o mesmo ponto: Enganar e enganar com a melhor perfomance possível. O engano era sempre com intuito de afrontar a Deus, seus servos, desmerecer a Palavra de Deus e suas claras proibições quanto a se tomar caminhos escusos e não autorizados por Deus.
Embates entre verdade e mentira
Arão, e Moisés, no Egito, encontraram-se com os adivinhos da corte (Exôdo 7. 8 - 12). Também é muito conhecida a história do profeta Elias e os falsos profetas de Baal (1 Reis 18. 20 - 40). Outro profeta que sofreu além da agressão física, a sugestão (o assédio), para que falasse de forma a massagear o ego doentio do rei Acabe, foi Micaías (1 Reis 22. 1 - 28). O cumprimento da palavra profética por instrumentalidade de Micaías cumpriu-se sem muita demora conforme o registro bíblico no livro de 1 Reis 22. 29 - 40. Há de se notar que as cortes em tempos bíblicos considerava status ter um colegiado de falsos profetas, agoureiros, prognosticadores, adivinhos, etc: "[...] como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo que comem da mesa de Jezabel" (1 Reis 18. 19).
Mais tarde, nas páginas do Novo Testamento, o apóstolo Paulo encontra-se com uma adivinha profissional na cosmopolita cidade de Filipos. O espírito adivinho foi expulso em nome de Jesus. Pelo prejuízo causado "aos senhores" da moça, Paulo e seu companheiro Silas foram para a masmorra (Atos 16. 16-23). Pode-se observar que um ponto muito sensível nas ações diabólicas e que deixa seu império em confusão é mexer com pessoas por ele intimamente usadas. Não é por acaso que o diabo é o contra fator de Deus, ou seja, a contra mão do Altíssimo.
Pois bem, considere-se o falso profeta Hananias no livro do profeta Jeremias, 28º capítulo.
(1) Ele é falso e mentiroso;
(2) Por implicação, o falso profeta Hananias é cínico, insolente e desprovido do mínimo de ética, se é que ele sabia o que era ética;
(3) Ele no decorrer do texto mostra também não ter o mínimo de escrúpulos, já que a maioria dos ouvintes creria somente no que queriam ouvir. Também não se inibe, nem se constrange com a presença do profeta Jeremias;
(4) Pelo exposto nos pontos acima, Hananias não sabe o que é a verdade, nem com ela tem compromisso. Não seria exagero dizer que ele bem antes já havia perdido o temor de Deus. Se é que ele um dia tenha tido o temor de Deus;
(5) Hananias, assim como os demais falsos profetas em quase sua totalidade têm um poder de persuasão muito forte. Têm facilidade em ler as necessidades básicas do coletivo humano. No relato bíblico dos textos que fazem referência aos falsos profetas, não observa-se que eles façam reprimendas ao povo, aos sacerdotes e aos príncipes, por isso tinham livre trânsito e eram bem quistos;
(6) É preciso outro adjetivo para caracterizar Hananias, o falso profeta. Ele era audacioso. Em Jeremias 28.2, ele teve a coragem de usar a santa expressão: "Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Quebrei o jugo do rei da Babilônia". Depois no v.11 ele repete "assim diz o Senhor". Em seguida foi afoito em quebrar a canga do pescoço do profeta Jeremias, cuja peça simbolizava o pesado julgo da escravidão babilônica sobre Judá a cumprir-se por setenta anos, conforme o vaticínio do próprio profeta Jeremias;
(7) Poder-se-ia contextualizar sobre falsos profetas? Sim.
As seitas falsas têm em seus fundadores sempre a figura de um falso profeta, ou mesmo falsa profetisa. Mas há também uma modalidade ,um tipo mais intelectual de falsos ensinadores, pregadores e escritores que usam uma capa de cristão. São os que seguem a alta crítica, escola que desconsidera a total inspiração da Bíblia, seus milagres, sua inerrância, sua atualidade, como a total Palavra de Deus sem erros. A alta crítica é apaixonada excessivamente pelo relativismo, ou seja, não existe verdades absolutas. Cada um tem a sua verdade. Para resumir, esta linha de pensamento enfatiza que se não há verdade absoluta, o papel do missionário será uma afronta entre os povos, pois eles já têm sua cultura e não deve ser alterada pelos ensinos da Bíblia que não têm sentido para os tempos modernos. Dizem (os seguidores da "alta crítica") com letras bem grandes: Jesus não é o único caminho para a salvação, cada religião tem seu caminho e sua verdade subjetiva. Alguns chamam a isto de pluralismo religioso, o grande guarda chuva que abriga ecumenicamente todos os "ismos";
(8) É lamentável e trágico também que algumas instituições de ensino teológico dispõe em seu quadro docente de pessoas completamente envolvidas com alta crítica. A maioria dos alunos destes seminários, por falta de base bíblica são influenciados e passam a pregar as heresias ali aprendidas. Um ex-aluno do autor dessas linhas, estuda em uma destas instituições, considerada "top" no Brasil e atestou que lá o secularismo, mancumunado com outros "ismos" consideram a Bíblia Sagrada, aliás desconsideram-na, tendo-a apenas como mais um livro.
Nesse rastro, inúmeras igrejas têm facilitado o acesso aos seus púlpitos, de falsos profetas. Quando tais obreiros fraudulentos se vão, ficam os destroços espirituais entre os crentes e muito a ser corrigido pela liderança, isso por muitas vezes extremamente desgastante;
(9) O apóstolo Pedro fala dos falsos profetas e do falsos mestres. "Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente (sub-repticiamente), heresias destruidoras, até ao ponto de negarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição" (2 Pedro 2.1).
"Falsos profetas podem significar que falsamente alegavam ser profetas, ou que profetizavam coisas falsas; provavelmente os dois. Os homens eram tão indignos de confiança quanto a mensagem. Mayor fez uma coletânea interessante das características dos falsos profetas que estavam marcantemente presentes na situação à qual Pedro se dirige. Seu ensino era bajulação; suas ambições eram financeiras; suas vidas eram dissolutas; sua consciência era amortecida" (II Pedro e Judas, int e comentário. Michael Green; Soc. Religiosa Edições Vida Nova e Associação Religiosa Editora Mundo Cristão, pp 89,90).
Conclusão
Aos que ainda crêem na infalibilidade da Bíblia. Aos que ainda aceitam por fé a salvação em Jesus e por meio de seu sangue remidor. Aos que ainda aguardam o arrebatamento da igreja para o maravilhoso encontro com o noivo. Aos que diante de sua própria pequenez e limite aceitam a Palavra de Deus por fé não exigindo provas ou assentamento intelectual para validar as verdades eternas. Aos que entendem e aceitam o imperativo: " Seja todo o homem mentiroso e Deus verdadeiro", o livro do Apocalipse recomenda com vivas palavras: " Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se" (Apocalipse 22.11).
Tenho dito.
Que Deus a todos abençoe em Cristo Jesus, agora e no dia da eternidade.
O texto do livro do profeta Jeremias, capítulo vinte e oito, encerra os fatos sobre os quais serão feitas algumas considerações. Não será a rigor um estudo exaustivo, mas nem por isso pode-se desprezar os ricos e atuais ensinos alí contidos.
Deve ser esclarecido que as linhas que se seguem não é nenhum ataque aos dons espirituais e mormente ao dom de profecia tão atual quanto nos dias da igreja primitiva. Mas um alerta de cautela e aviso nestes tempos de genérico, do pó de madeira com um pouquinho de cola ( o aglomerado, mdf), dos inúmeros produtos piratas, das propagandas enganosas...
As palavras de nosso Senhor Jesus no conhecido sermão profético cumprem-se de maneira ostensiva em nossos dias: "Então se alguém disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque sugirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mateus 24.23,24).
Profetas e falsos profetas
Ao longo da história bíblica os servos do Altíssimo defrontaram-se com a contra mão da verdade, os falsos profetas. Muitos adjetivos poderiam caracterizá-los, mas foi escolhido o da petulância. A Palavra de Deus cita adivinhador, prognosticador, feiticeiro, encantador, necromante e mágico (Deuteronômio 18 . 10,11). Etmologicamente são palavras diferentes, no entanto o falso profeta como os demais citados convergiam para o mesmo ponto: Enganar e enganar com a melhor perfomance possível. O engano era sempre com intuito de afrontar a Deus, seus servos, desmerecer a Palavra de Deus e suas claras proibições quanto a se tomar caminhos escusos e não autorizados por Deus.
Embates entre verdade e mentira
Arão, e Moisés, no Egito, encontraram-se com os adivinhos da corte (Exôdo 7. 8 - 12). Também é muito conhecida a história do profeta Elias e os falsos profetas de Baal (1 Reis 18. 20 - 40). Outro profeta que sofreu além da agressão física, a sugestão (o assédio), para que falasse de forma a massagear o ego doentio do rei Acabe, foi Micaías (1 Reis 22. 1 - 28). O cumprimento da palavra profética por instrumentalidade de Micaías cumpriu-se sem muita demora conforme o registro bíblico no livro de 1 Reis 22. 29 - 40. Há de se notar que as cortes em tempos bíblicos considerava status ter um colegiado de falsos profetas, agoureiros, prognosticadores, adivinhos, etc: "[...] como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo que comem da mesa de Jezabel" (1 Reis 18. 19).
Mais tarde, nas páginas do Novo Testamento, o apóstolo Paulo encontra-se com uma adivinha profissional na cosmopolita cidade de Filipos. O espírito adivinho foi expulso em nome de Jesus. Pelo prejuízo causado "aos senhores" da moça, Paulo e seu companheiro Silas foram para a masmorra (Atos 16. 16-23). Pode-se observar que um ponto muito sensível nas ações diabólicas e que deixa seu império em confusão é mexer com pessoas por ele intimamente usadas. Não é por acaso que o diabo é o contra fator de Deus, ou seja, a contra mão do Altíssimo.
Pois bem, considere-se o falso profeta Hananias no livro do profeta Jeremias, 28º capítulo.
(1) Ele é falso e mentiroso;
(2) Por implicação, o falso profeta Hananias é cínico, insolente e desprovido do mínimo de ética, se é que ele sabia o que era ética;
(3) Ele no decorrer do texto mostra também não ter o mínimo de escrúpulos, já que a maioria dos ouvintes creria somente no que queriam ouvir. Também não se inibe, nem se constrange com a presença do profeta Jeremias;
(4) Pelo exposto nos pontos acima, Hananias não sabe o que é a verdade, nem com ela tem compromisso. Não seria exagero dizer que ele bem antes já havia perdido o temor de Deus. Se é que ele um dia tenha tido o temor de Deus;
(5) Hananias, assim como os demais falsos profetas em quase sua totalidade têm um poder de persuasão muito forte. Têm facilidade em ler as necessidades básicas do coletivo humano. No relato bíblico dos textos que fazem referência aos falsos profetas, não observa-se que eles façam reprimendas ao povo, aos sacerdotes e aos príncipes, por isso tinham livre trânsito e eram bem quistos;
(6) É preciso outro adjetivo para caracterizar Hananias, o falso profeta. Ele era audacioso. Em Jeremias 28.2, ele teve a coragem de usar a santa expressão: "Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Quebrei o jugo do rei da Babilônia". Depois no v.11 ele repete "assim diz o Senhor". Em seguida foi afoito em quebrar a canga do pescoço do profeta Jeremias, cuja peça simbolizava o pesado julgo da escravidão babilônica sobre Judá a cumprir-se por setenta anos, conforme o vaticínio do próprio profeta Jeremias;
(7) Poder-se-ia contextualizar sobre falsos profetas? Sim.
As seitas falsas têm em seus fundadores sempre a figura de um falso profeta, ou mesmo falsa profetisa. Mas há também uma modalidade ,um tipo mais intelectual de falsos ensinadores, pregadores e escritores que usam uma capa de cristão. São os que seguem a alta crítica, escola que desconsidera a total inspiração da Bíblia, seus milagres, sua inerrância, sua atualidade, como a total Palavra de Deus sem erros. A alta crítica é apaixonada excessivamente pelo relativismo, ou seja, não existe verdades absolutas. Cada um tem a sua verdade. Para resumir, esta linha de pensamento enfatiza que se não há verdade absoluta, o papel do missionário será uma afronta entre os povos, pois eles já têm sua cultura e não deve ser alterada pelos ensinos da Bíblia que não têm sentido para os tempos modernos. Dizem (os seguidores da "alta crítica") com letras bem grandes: Jesus não é o único caminho para a salvação, cada religião tem seu caminho e sua verdade subjetiva. Alguns chamam a isto de pluralismo religioso, o grande guarda chuva que abriga ecumenicamente todos os "ismos";
(8) É lamentável e trágico também que algumas instituições de ensino teológico dispõe em seu quadro docente de pessoas completamente envolvidas com alta crítica. A maioria dos alunos destes seminários, por falta de base bíblica são influenciados e passam a pregar as heresias ali aprendidas. Um ex-aluno do autor dessas linhas, estuda em uma destas instituições, considerada "top" no Brasil e atestou que lá o secularismo, mancumunado com outros "ismos" consideram a Bíblia Sagrada, aliás desconsideram-na, tendo-a apenas como mais um livro.
Nesse rastro, inúmeras igrejas têm facilitado o acesso aos seus púlpitos, de falsos profetas. Quando tais obreiros fraudulentos se vão, ficam os destroços espirituais entre os crentes e muito a ser corrigido pela liderança, isso por muitas vezes extremamente desgastante;
(9) O apóstolo Pedro fala dos falsos profetas e do falsos mestres. "Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente (sub-repticiamente), heresias destruidoras, até ao ponto de negarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição" (2 Pedro 2.1).
"Falsos profetas podem significar que falsamente alegavam ser profetas, ou que profetizavam coisas falsas; provavelmente os dois. Os homens eram tão indignos de confiança quanto a mensagem. Mayor fez uma coletânea interessante das características dos falsos profetas que estavam marcantemente presentes na situação à qual Pedro se dirige. Seu ensino era bajulação; suas ambições eram financeiras; suas vidas eram dissolutas; sua consciência era amortecida" (II Pedro e Judas, int e comentário. Michael Green; Soc. Religiosa Edições Vida Nova e Associação Religiosa Editora Mundo Cristão, pp 89,90).
Conclusão
Aos que ainda crêem na infalibilidade da Bíblia. Aos que ainda aceitam por fé a salvação em Jesus e por meio de seu sangue remidor. Aos que ainda aguardam o arrebatamento da igreja para o maravilhoso encontro com o noivo. Aos que diante de sua própria pequenez e limite aceitam a Palavra de Deus por fé não exigindo provas ou assentamento intelectual para validar as verdades eternas. Aos que entendem e aceitam o imperativo: " Seja todo o homem mentiroso e Deus verdadeiro", o livro do Apocalipse recomenda com vivas palavras: " Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se" (Apocalipse 22.11).
Tenho dito.
Que Deus a todos abençoe em Cristo Jesus, agora e no dia da eternidade.
terça-feira, 27 de julho de 2010
A atualidade de um pensamento
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto" (Rui Barbosa).
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Um ano sem Michael Jackson...
Em vinte e cinco de junho próximo passado inúmeros programas, reportagens e os mais diversos documentários fizeram alusão ao primeiro ano da morte do cantor Michael Jackson. O que chocou além da morte do astro , considerado o rei do pop, é que ele preparava-se para uma série de apresentações na Inglaterra onde os shows teriam o nome de "This is it" com grande parte dos ingressos já vendidos.
Sabe-se do poder de influência e persuasão da mídia não só para projetar, mas vender e vender seus produtos, imagens, direitos e ninguém é ingênuo de não saber que todo este mecanismo move o capitalismo com uma de suas máximas que é a de oferta e procura.
Um ano sem Mickael Jackson é tempo suficiente para algumas avaliações mesmo que não sejam detalhadas. Não se pode precisar, mas milhões têm vivido seus dilemas os mais variados, não apenas por um ano, mas anos e anos e com certeza uma vida sem Michael Jackson. Os campos de concentração da Coréia do Norte, sobre os quais pouquíssimo se fala, "abrigam" além de presos políticos, cristãos acusados tão somente por sua fé em Jesus Cristo. Sair de lá com vida? É praticamente impossível. Diz-se que cristãos têm sido usados como testes para armas biológicas e químicas.
Será interessante que o amigo leitor acesse www.portasabertas.org.br para tomar conhecimento de alguns detalhes dos mais de cinqüenta países onde a perseguição aos cristãos atinge índice de bestialidade, sem nenhuma denúncia porque entre outros, a globalização, engloba múltiplos e perversos interesses. Segue os nomes dos países em ordem alfabética.
Sabe-se do poder de influência e persuasão da mídia não só para projetar, mas vender e vender seus produtos, imagens, direitos e ninguém é ingênuo de não saber que todo este mecanismo move o capitalismo com uma de suas máximas que é a de oferta e procura.
Um ano sem Mickael Jackson é tempo suficiente para algumas avaliações mesmo que não sejam detalhadas. Não se pode precisar, mas milhões têm vivido seus dilemas os mais variados, não apenas por um ano, mas anos e anos e com certeza uma vida sem Michael Jackson. Os campos de concentração da Coréia do Norte, sobre os quais pouquíssimo se fala, "abrigam" além de presos políticos, cristãos acusados tão somente por sua fé em Jesus Cristo. Sair de lá com vida? É praticamente impossível. Diz-se que cristãos têm sido usados como testes para armas biológicas e químicas.
Será interessante que o amigo leitor acesse www.portasabertas.org.br para tomar conhecimento de alguns detalhes dos mais de cinqüenta países onde a perseguição aos cristãos atinge índice de bestialidade, sem nenhuma denúncia porque entre outros, a globalização, engloba múltiplos e perversos interesses. Segue os nomes dos países em ordem alfabética.
Afeganistão. Arábia Saudita. Argélia. Azerbaijão. Bangladesh. Barein. Belarus. Brunei. Butão. Catar. Cazaquistão. Chechênia. China. Colômbia. Comores. Coréia do Norte. Cuba. Djibuti. Egito. Emirados Arábes Unidos. Eritréia. Etiópia. Iêmen. Índia. Indonésia. Irã. Iraque. Jordânia. Kuweit. Laos. Líbia. Maldivas. Marrocos. Mauritânia. Mianmar. Nigéria. Omã. Palestina. Paquistão. Quênia. Quirguistão. Síria. Somália. Sri Lanka. Sudão. Tadjiquistão. Túnisia. Turcomenistão. Turquia. Uzbequistão. Vietnã. Zanzibar.
Os cristãos perseguidos nesses países estão sem Michael Jackson não apenas há um ano.
E nós estamos há quanto tempo sem Michael Jackson? E os que partem para a eternidade sem Deus, sem paz e sem esperança da bendita salvação em Cristo Jesus, estarão por quanto tempo sem Michael Jackson?
Agora mesmo há pessoas sem abrigo, sem saúde, sem nenhum amparo, enfrentando os rigores da perseguição de religiões fundamentalistas que querem para si total liberdade, mas que são extremamente vingativas quando a mesma liberdade deveria ser facultada aos cristãos. Outros sofrem com as catástrofes, com as guerras, guerrilhas, regimes ditatoriais. Sim, estão há muito tempo sem Michael Jackson.
E fazendo referência mais uma vez aos cristãos que sofrem os rigores da inexplicável perseguição, surgem perguntas: O que têm os seguidores de Cristo que tanto incomoda? Quais são suas armas? Usam a violência para se imporem? O que tanto chama atenção em um pequeno grupo indefeso de seguidores de Cristo? Por que tanta prevenção, extrema cautela para calar os cristãos nos países acima citados e ultimamente ataques sutis também têm ocorrido em países que se dizem livres.
Então fica constatado que um ano sem Michael Jackson é fato absolutamente irrelevante se comparado a uma vida sem Jesus e mais aterrador ainda, a eternidade pelos séculos enfim sofrendo os rigores da eterna perdição. Mesmo que alguns tentem ser românticos e dizer que Deus em seu infinito amor não deixará ninguém para sempre no castigo eterno, deve-se atentar para as solenes e oportunas advertências da Palavra de Deus [...] " alí haverá choro e ranger de dentes", Mateus 25.51.
Que Deus a todos desperte para o glorioso dia do arrebatamento da Igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus.
Josué, aprendiz de teologia.
Os cristãos perseguidos nesses países estão sem Michael Jackson não apenas há um ano.
E nós estamos há quanto tempo sem Michael Jackson? E os que partem para a eternidade sem Deus, sem paz e sem esperança da bendita salvação em Cristo Jesus, estarão por quanto tempo sem Michael Jackson?
Agora mesmo há pessoas sem abrigo, sem saúde, sem nenhum amparo, enfrentando os rigores da perseguição de religiões fundamentalistas que querem para si total liberdade, mas que são extremamente vingativas quando a mesma liberdade deveria ser facultada aos cristãos. Outros sofrem com as catástrofes, com as guerras, guerrilhas, regimes ditatoriais. Sim, estão há muito tempo sem Michael Jackson.
E fazendo referência mais uma vez aos cristãos que sofrem os rigores da inexplicável perseguição, surgem perguntas: O que têm os seguidores de Cristo que tanto incomoda? Quais são suas armas? Usam a violência para se imporem? O que tanto chama atenção em um pequeno grupo indefeso de seguidores de Cristo? Por que tanta prevenção, extrema cautela para calar os cristãos nos países acima citados e ultimamente ataques sutis também têm ocorrido em países que se dizem livres.
A resposta está no poderoso nome de Jesus que tem atravessado séculos libertando pessoas das pesadas garras do pecado e da perdição eterna. O escravo, o senhor, o culto, mas também o analfabeto, têm sido transformados, e aqui acrescente-se o testemunho inconteste que tem mostrado os mais variados conluios para apagar o nome de Jesus da História. Tudo em vão. Jesus reina. Louvado seja o seu nome. "Jesus, o mesmo ontem, hoje e eternamente". Há muitos exemplos, mas apenas deve ser lembrado o a da poderosa Roma imperial que com todo o seu aparato e perseguição aos seguidores de Cristo foi subjulgada pela pregação do poderoso evangelho de Jesus, inspirado no mais profundo e atrativo amor que emana do coração de Deus, o Pai das luzes e das misericórdias.
Então fica constatado que um ano sem Michael Jackson é fato absolutamente irrelevante se comparado a uma vida sem Jesus e mais aterrador ainda, a eternidade pelos séculos enfim sofrendo os rigores da eterna perdição. Mesmo que alguns tentem ser românticos e dizer que Deus em seu infinito amor não deixará ninguém para sempre no castigo eterno, deve-se atentar para as solenes e oportunas advertências da Palavra de Deus [...] " alí haverá choro e ranger de dentes", Mateus 25.51.
Que Deus a todos desperte para o glorioso dia do arrebatamento da Igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus.
Josué, aprendiz de teologia.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
A alta crítica e a Bíblia Sagrada
Aventei a possibilidade de escrever algo sobre uma das vertentes dentro do segmento cristão, a alta crítica ou teologia liberal que apenas muda de nome, mas o objetivo é o mesmo, "o de devastar a Palavra de Deus com seu modernismo e suas contradições no que concerne à formação, fontes de autenticidade do cânon, especialmente o Antigo Testamento, mutilando quase todos os seus livros. Em resumo, a Alta Critica é a discussão das datas e da autoria dos livros. Ela estuda a Bíblia do lado de fora, externamente, baseada apenas em fontes de conhecimento humano. Por sua vez, a Crítica Textual, também conhecida por Baixa Crítica, estuda o texto bíblico, e este somente, e , ao lado da Arqueologia, vem alcançando um progresso valioso, posto à disposição do estudante das Escrituras", assim se expressa o Pr. Antonio Gilberto em seu livro "A Bíblia através dos séculos" (p. 54, CPAD, 1986. Rio de Janeiro). No entanto, em pesquisa, acessei um artigo "A teologia liberal e suas implicações para a fé bíblica", que está muito mais abrangente do que aquilo que projetei escrever sobre os malefícios causados pelo liberalismo teológico e compartilho o site http://www.cacp.org.br/estudos/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=936&menu=7&submenu=4.
"Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;
porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" ( segunda carta de Pedro 1. 20, 21).
A todos uma ótima e proveitosa leitura na fonte supra citada.
Que Deus em Cristo Jesus desperte cada um de seus servos para a proximidade do arrebatamento de sua Igreja.
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