quarta-feira, 16 de junho de 2010

A alta crítica e a Bíblia Sagrada

Aventei a possibilidade de escrever algo sobre uma das vertentes dentro do segmento cristão, a alta crítica ou teologia liberal que apenas muda de nome, mas o objetivo é o mesmo, "o de devastar a Palavra de Deus com seu modernismo e suas contradições no que concerne à formação, fontes de autenticidade do cânon, especialmente o Antigo Testamento, mutilando quase todos os seus livros. Em resumo, a Alta Critica é a discussão das datas e da autoria dos livros. Ela estuda a Bíblia do lado de fora, externamente, baseada apenas em fontes de conhecimento humano. Por sua vez, a Crítica Textual, também conhecida por Baixa Crítica, estuda o texto bíblico, e este somente, e , ao lado da Arqueologia, vem alcançando um progresso valioso, posto à disposição do estudante das Escrituras", assim se expressa o Pr. Antonio Gilberto em seu livro "A Bíblia através dos séculos" (p. 54, CPAD, 1986. Rio de Janeiro). No entanto, em pesquisa, acessei um artigo "A teologia liberal e suas implicações para a fé bíblica", que está muito mais abrangente do que aquilo que projetei escrever sobre os malefícios causados pelo liberalismo teológico e compartilho o site http://www.cacp.org.br/estudos/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=936&menu=7&submenu=4.



"Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;


porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" ( segunda carta de Pedro 1. 20, 21).




A todos uma ótima e proveitosa leitura na fonte supra citada.


Que Deus em Cristo Jesus desperte cada um de seus servos para a proximidade do arrebatamento de sua Igreja.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O que não é avivamento

"Vivemos uma época de muita confusão. Quando falamos em avivamento, nem todos entendem a mesma coisa. Há muita gente sinceramente equivocada acerca deste importante assunto. Queremos, então, clarear definindo o que não é avivamento.


1. Avivamento não é um programa agendado pela igreja.




Avivamento não é ação da igreja, mas de Deus. É obra soberana e livre do Espírito Santo. A igreja não promove e nem faz avivamento. A igreja não é agente de avivamento; não agenda e nem programa avivamento. A igreja só pode buscar o avivamento e preparar o caminho da sua chegada. A igreja não produz o vento do Espírito; ela só pode içar suas velas em direção a este vento.


A soberania de Deus, no entanto, não anula a responsabilidade humana. O avivamento jamais virá se a igreja não preparar o caminho do Senhor.


O avivamento jamais acontecerá se a igreja não se humilhar. Sem oração as chuvas torrenciais de Deus não descerão. Sem busca não há encontro. Sem obediência a Deus, jamais haverá derramamento do Espírito. Contudo, quem determina quando e como virá o avivamento é Deus. Ele é soberano [...]




2. Avivamento não é mudança doutrinária.


Incorrem em erro aqueles que, na busca do avivamento, descartam a teologia e desprezam a doutrina. Desprezar a doutrina é dinamitar os alicerces da vida cristã; é querer levantar um edifício sem lançar o fundamento; é querer pôr um corpo de pé e em movimento sem a estrutura óssea.


Não há vida piedosa sem doutrina. A doutrina é a base da ética. A teologia é a mãe da ética.


Vida sem doutrina gera misticismo e experiencialismo subjetivista. Avivamento sem doutrina é fogo de palha, é movimento emocionalista, é experiencialismo personalista e antropocentrista.


Deus tem compromisso com a verdade e a sua Palavra é a verdade. Todo o avivamento precisa estar fundamentado na Palavra; deve ser norteado pelas Escrituras e não por sonhos e visões. Precisa estar dentro das balizas da Bíblia e não dentro dos muros de revelações subjetivas, produto muitas vezes da carne.




3. Avivamento não é mudança litúrgica.


Muitos crentes confundem avivamento com forma de culto, com liturgia animada, com coreografia e instrumental luxuoso.


Louvor não é encenação. Não é mimetismo. Não é ritualismo. Não é emocionalismo. Não é seguir fórmulas pré-estabelecidas como bater palmas, dizer aleluia, amém e levantar as mãos. Louvor não é sinônimo de animação, gingos e dança.


Louvor que apenas levanta as mãos para o alto, mas não as estende para o necessitado não agrada a Deus. A Bíblia ordena que levantemos mãos santas ao Senhor, num gesto de rendição e entrega (1 Tm 2.8).


Louvor que saltita e pula, mas não vive em santidade, é ofensa a Deus.


Louvor que apenas verbaliza coisas bonitas para Deus, mas não leva Deus a sério na vida é fogo estranho diante do Senhor.


Louvor que não produz mudança de vida, quebrantamento, obediência e não leva as pessoas a confiarem em Deus, não é louvor, é barulho aos ouvidos de Deus. Assim diz o Senhor: "Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras." (Am 5.23.)


Hoje estamos vivendo a época dos shows evangélicos, dos show-men, dos animadores de programas religiosos, do"rock evangélico", das músicas badaladas por seu ritmo sensual.


Mais do que nunca é preciso tocar a trombeta em Sião e condenar essa falsa idéia de que precisamos imitar o mundo. A música do mundo tem entrado nas igrejas, para vergonha nossa e derrota nossa.


O louvor que agrada a Deus é expresso em espírito e em verdade. O louvor que não é bíblico, é fogo estranho.


Davi fala-nos sobre as balizas do louvor que agrada a Deus: "E me pôs nos lábios um novo cãntico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor." (Sl 40.3.)


[...] Louvor não é um item da liturgia. Louvor é a totalidade da vida. "Bendirei ao Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios." (Sl 34.1.)


À luz destas coisas, é preciso dizer que avivamento não é mudança litúrgica, é mudança de vida. Avivamento não é histeria carnal, é choro pelo pecado. Deus não procura adoração. Ele procura adoradores.


Embora o avivamento não seja mudança de liturgia, todo o avivamento interfere na liturgia - desinstala a liturgia ritualista, cerimonialista, formalista, fria e morta, e põe em seu lugar uma liturgia viva, alegre, ungida, onde há liberdade do Espírito, sem comprometer a ordem e a decência.


Em épocas de avivamento, a liturgia é dessingessada, e o povo com alegria e liberdade do Espírito adora a Deus, em espírito e em verdade, sem regras rígidas pré-estabelecidas. Cada culto é um acontecimento singular, novo, onde há abertura para o que Deus deseja falar e fazer com o seu povo.


Muitos cultos são solenes, pomposos, porém sem vida. É como disse J. I. Packer em seu livro "Na Dinâmica do Espírito": "Não há nada mais solene do que um cadáver. Há cultos solenes, porém mortos." Embora o avivamento não seja mudança litúrgica, todo o avivamento muda a liturgia, tornando-a bíblica, alegre, ungida, dirigida pelo Espírito de Deus. Precisamos clamar como os puritanos: "Queremos liturgia pura."


4. Avivamento não é eclosão de dons carismáticos e sinais.


Muitos limitam o avivamento a milagres, curas e exorcismos, sem levar em conta a abrangência global da doutrina do Espírito. Isso é bastante temerário. Toda vez que superenfatizamos uma verdade em detrimento de outra, produzimos deformações e distorções.

Deus pode e faz maravilhas, curas, e prodígios quando ele quer. Ele é soberano. Ninguém pode deter a sua mão. Ninguém pode ser o conselheiro de Deus. Ninguém pode instruir a Deus e dizer o que ele pode e o que ele não pode fazer. Ninguém pode obstaculá-lo nem ensiná-lo. Ele faz tudo quanto quer, como quer, onde quer, quando quer, com quem quer. "Ele faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade." (Ef 1.11.) Não obedece à agenda dos homens. Não se deixa impressionar. Ele é livre.

A igreja anda correndo mais atrás de sinais do que de santidade; empolga-se mais com milagres do que com vida cheia do Espírito; anseia mais as bênçãos de Deus do que o Deus das bênçãos. A igreja hoje busca mais uma vida antropocêntrica do que teocêntrica. Entretanto esse não é o cerne do avivamento.

[...] A igreja de Corinto possuia todos os dons, todavia era imatura, espiritualmente era um bebê. Uma igreja tão carismática abrigava divisões, cismas, brigas, partidarismo, contendas, imoralidade e irmãos levando irmãos aos tribunais mundanos. Faltava-lhe compreensão a cerca do casamento e da liberdade cristã. A ceia do senhor era mal interpretada; os dons usados inadequadamente; negava-se a ressurreição dos salvos; negligenciava-se a cooperação financeira com os pobres.

É verdade que, em épocas de avivamento, buscam-se os dons, cujo exercício visa a glória de Deus e à edificação da igreja, mas a ênfase carismática não é sinônimo de avivamento.


5. Avivamento não é modismo.

Muitos crentes, por desconhecimento, posicionam-se contra o avivamento porque consideram-no a mais nova onda da igreja, uma coqueluche moderna e uma inovação sem nenhum respaldo bíblico e histórico.


Aqueles que assim pensam certamente não estudam com critério a Bíblia nem a história da Igreja. Os pontos culminantes da Igreja aconteceram em em épocas de avivamento. Desde o Antigo Testamento essa é uma verdade incontestável. Basta atentar para os grandes despertamentos na época de Ezequias, Josias e Neemias. É só olhar o grande avivamento em Jerusalém, em Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. É só informar-se sobre o que Deus fez na Reforma do século XVI, na Inglaterra, no século XVIII e em outros grandes avivamentos da História [...]


6. Avivamento não é superespiritualização da vida.


Muitas pessoas, em sua busca por um avivamento, saem da realidade e enclausuram-se nos castelos inexpugnáveis de uma espiritualidade isolada e monástica. Tornam-se tão "espirituais" que não sabem mais conviver com a vida, isolam-se, fazem da vida uma caverna de fuga. Querem sair do mundo em vez de serem guardados do mal. Dividem a vida entre sagrado e profano, corpo e alma, matéria e espírito. Deduzem que Deus só se interessa pelas coisas espirituais, que ele só atenta para as coisas que se faz na igreja; que Deus não atribui aos negócios, à família, ao trabalho, aos estudos e à vida do dia-a-dia o mesmo valor.


Esta não é a visão bíblica do verdadeiro avivamento. Tudo em nossa vida passa a ser moldado pelo sagrado. Todo o nosso viver é litúrgico, é uma expressão de culto.


O grande avivalista João Wesley, ao mesmo tempo em que pregava sobre avivamento, lutava pelas causas sociais na Inglaterra. Finney foi o maior avivalista do seu país, mas pregou ardorosamente contra a escravidão nos EUA no século passado. João Calvino atacou com veemência os juros extorsivos em Genebra. O avivamento traz profundas mudanças políticas, econômicas, sociais e morais. O avivamento não leva a igreja à fuga, mas ao confronto.


7. Avivamento não é campanha de evangelização.


Não podemos confundir avivamento com campanhas evangelísticas. Avivamento é para a igreja, para aqueles que já têm vida; evangelização é para o mundo, para quantos estão mortos em delitos e pecados. Avivamento é para crentes nascidos de novo; evangelização é para pecadores inconversos.


Na evangelização a igreja trabalha para Deus; no avivamento Deus trabalha para a igreja. Na evangelização, a igreja vai aos pecadores; no avivamento os pecadores correm para a igreja. Na evangelização, os pregadores apelam aos pecadores; no avivamento, os pecadores clamam aos pregadores.


Em épocas de avivamento, os corações se derretem como cera diante do fogo do Espírito Santo; por isso todo o avivamento deságua em poderosa ação evangelizadora" ( Lopes, Hernandes Dias. Avivamento urgente. 4 edição. Venda Nova, MG, Editora Betânia S/C, 1994, pp. 27-34).









































quarta-feira, 24 de março de 2010

Crente ou Cristão?

Não há erro no uso de ambas as palavras. Erros, mal testemunhos, mazelas, escândalos, na verdade ficam por conta de alguns usuários. A palavra crente tornou-se vulgarizada e de alguma forma penalizada em função do péssimo testemunho que muitos que se dizem ou são conhecidos como crentes têm dado no meio onde vivem.

Não são poucas as vezes que se ouve: "conheço um crente que fuma, que bebe bebida alcoólica, que compra e não paga, que não tem palavra, que é mentiroso"; "não faço negócio com crente"; "se for para ser crente do jeito que é beltrano, prefiro não ser", e por aí vão os desabafos que em sua maioria têm procedência, sabendo-se que outras vezes o que aparece é o preconceito dos que não gostam mesmo de crente.

Na história do cristianismo primitivo os inimigos do evangelho de Jesus usavam o termo cristão de forma depreciativa. O termo aparece em três lugares no Novo Testamento, em Atos 11.26; 26.28 e na 1ª Carta de Pedro 4.16. Cristão é um seguidor de Cristo. Um seguidor à risca. Não tem a idéia de apenas um seguidor teórico ou de um simples admirador. O cristão no sentido prático segue o exemplo de Cristo. Precisa ter as atitudes de seu Mestre. Mesmo não sendo igual a Cristo, o cristão persegue os ideais dos ensinos propostos por Jesus nos evangelhos, aliados aos das cartas também inseridas no Novo Testamento. E é bom que se diga que a história do cristianismo mostra o quanto era penoso ser cristão. O próprio termo equivalia a ser inimigo principalmente da Roma imperial. Quando o apóstolo Pedro escreve em sua carta aludida acima diz: "mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome". Ora, que motivos um cristão daria para sofrer, se não era assassino, ladrão ou malfeitor? Para fins de esclarecimento é bom que se diga que os povos dominados por Roma praticavam o sincronismo religioso sem nenhum problema, enquanto os cristãos respeitavam as leis romanas mas no que tangia a adorar ou prestar culto a César as coisas mudavam drasticamente.

Corrobora aqui a Bíblia de Referência Thompson em seu Suplemento Arqueológico, p. 1566: "Os cristãos foram acusados de ser insociáveis e excêntricos, e passaram a ser odiados e considerados inimigos da sociedade. Todavia, eles eram modestos e simples no vestir, rigidamente morais em sua conduta, e se negavam a assistir aos jogos e às festividades. Alguns cristãos inclusive censuravam àqueles que vendiam alimentos para os animais que tinham de ser sacrificados aos deuses pagãos. O povo chegou a temê-los, já que não queriam que a ira dos deuses se acendesse devido ao fato dos cristãos se negarem a render-lhes sacrifícios. Se as colheitas fracassavam, o rio Tibre transbordava ou havia epidemias, o povo gritava: "Os cristãos aos leões!" Porém, os cristãos eram bondosos com todos aqueles que tinham problemas, e ficavam cuidando dos enfermos quando havia epidemia, enquanto todos fugiam.

Para provar a lealdade dos homens, o governo romano exigia que todos se apresentassem em certos lugares públicos e ali queimassem um pouco de incenso em honra do imperador. Os cristãos consideravam isto um ato de adoração ao imperador, e se negavam a fazê-lo. As autoridades começaram a observar essa atitude e a castigá-los, inclusive com a morte".

Algumas dessas execuções eram seguidas de extrema barbárie. Para os seguidores de Cristo constituía-se em elevada honra, a de morrer por seu Senhor.
O Novo Testamento também registra que os cristãos foram chamados: Os do caminho, Atos 9.2; irmãos, Atos 15. 1, 23; 1ª Corintio 7. 12; discípulos, Atos 9. 26; 11.29; crentes, Atos 5. 14; santos, Carta aos Romanos 8. 27; 15. 25.

Nem todas as pessoas que dizem crer em Jesus estão salvas, (Mateus 7. 21). A fé morta é caracterizada por pessoas que dizem crer em Jesus, mas cujo procedimento é contraditório. A fé meramente intelectual, é aquela em que a pessoa consente com certas verdades, mas não é transformada como Jesus comunicou ao Dr. Nicodemos: "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (Evangelho de João 3.30).

Há uma pertinente explicação da passagem da carta de Tiago cap. 2, v 19," Crês, , que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem", feita pelo ilustre Pr. Hernandes Dias Lopes em seu livro "Tiago, transformando provas em triunfo". São Paulo, SP: Hagnos 2006 (Comentários expositivos Hagnos, pp 51,52).
"A fé morta é uma fé que atinge apenas o intelecto. A fé dos demônios atinge o intelecto e também as emoções. Os demônios têm um estágio de fé mais avançado que muitos crentes. A fé dos demônios não é apenas intelectual, mas também emocional. Eles crêem e tremem!
Crer e tremer não é uma experiência salvadora. Você não conhece uma pessoa salva pelo conhecimento que adquire nem pelas emoções que demonstra, mas pela vida que vive ( Tiago 2.18).
No que os demônios crêem? Warren Wiersbe responde a essa pergunta, dizendo: em primeiro lugar, os demônios crêem que Deus é um só. Os demônios crêem na existência de Deus. Eles não são nem ateístas nem agnósticos. Eles crêem na "shema" judaica: "Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor". Mas essa crença dos demônios não pode salvá-los.

Em segundo lugar, os demônios crêem na divindade de Cristo. Os demônios corriam para ajoelhar-se diante de Cristo para adorá-lo (Marcos 3.11,12). Eles sabiam quem era Jesus. Eles se prostravam aos pés do Senhor Jesus.

Em terceiro lugar, os demônios crêem na existência de um lugar de penalidades eternas. Eles sabem que o inferno foi criado para o diabo e seus anjos. Eles sabem que o inferno é destinado para todos aqueles cujos nomes não forem encontrados no Livro da Vida. Eles não negam a existência do inferno (Lucas 8. 31). Eles crêem nas penalidades eternas.

Em quarto lugar, os demônios crêem que Cristo é o supremo Juiz que os julgará. Os demônios sabem que terão de comparecer diante de Cristo, o supremo juiz. Eles crêem no julgamento final. Eles crêem que todo o joelho se dobrará diante de Cristo. Entretanto, os demônios estão perdidos, eternamente perdidos. Uma fé meramente intelectual e emocional coloca-nos apenas no patamar dos demônios".

Conclusão:

Você é crente e cristão? É cristão e é crente? Os parâmetros para a sua avaliação são apenas pessoais ou são baseados na Santa e Bendita Palavra de Deus que a tudo prescruta como bem falou o salmista? "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno" (Salmos 139. 23,24).

Que Deus em Cristo Jesus a todos abençoe agora e na eternidade!

terça-feira, 16 de março de 2010

Introdução aos profetas menores

Na Bíblia hebraica, os profetas menores constituem um volume só. Seu título é "Os doze". A Septuaginta, o nome que se dá ao Antigo Testamento traduzido para o grego, os intitulou de Dodekapropheton, que significa "Os Doze Profetas". O livro deuterocanônico Eclesiástico (escrito em cerca de 190 a.C, que não consideramos como inspirado, e que a Igreja Católica acrescentou ao cânon em 1548, no Concílio de Trento) traz esta declaração sobre eles: " Quanto aos doze profetas, que seus ossos floresçam no sepulcro, porque eles consolaram Jacó, eles o resgataram na fé e na esperança" (Eclesiástico 49.10). Escrito por Jesus ben Sirac, no segundo século antes de Cristo, este livro mostra que eles eram bastante estimados no judaísmo. Por isso que o citamos como registro histórico, e não, obviamente, como obra inspirada.
As designações Profetas Maiores e Profetas Menores foram cunhadas já no período cristão. Elas surgiram com Agostinho, ao redor de 400 d.C., na sua obra A Cidade de Deus. Eles são chamados de menores não no sentido de seu valor ou da importância do seu conteúdo, mas do tamanho da mensagem. Há uma curiosidade que mostra como o Espírito Santo, autor último do Cânon Sagrado ("Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo" - Segunda carta de Pedro 1 . 21), agiu de forma profundamente inteligente. É que os nomes dos profetas, dados como títulos dos seus livros, coincidem com a mensagem central que eles pregavam. Há, realmente, uma coincidência muito grande entre o significado dos nomes dos profetas e a mensagem anunciada por eles. Sua mensagem já está, em boa parte, no sentido dos seus nomes.
"Os Doze", com toda probabilidade, foram agrupados por Esdras e a Grande Sinagoga (nome dado a um grupo de 120 doutores da Lei) mais ou menos em 425 a.C., acomodados em um rolo só, de modo a facilitar o manuseio e a leitura. O volume contendo todos os profetas menores se constitui de 67 capítulos e 1.050 versículos. È menor que Isaías, que tem 66 capítulos e 1.202 versículos; que Jeremias, que tem 52 capítulos e 1364 versículos; e que Ezequiel, que tem 48 capítulos e 1.273 versículos. No entanto, fazemos esta advertência, não se deve pensar que a pequena extensão de sua obra possa nos levar a presumir de pouco valor espiritual. Costuma-se dizer que os melhores perfumes vêm em pequenos frascos. Não querendo estabelecer um critério de "melhor" ou "menos melhor" no tocante aos livros da Bíblia, devemos ressaltar que os profetas menores têm muito conteúdo espiritual. Se tivermos sensibilidade e soubermos ouvir o que o Espírito Santo nos ensina através deles, nossa vida será grandemente enriquecida. tenhamos isto em mente ao estudá-los.
Os profetas menores podem ser divididos em três grupos, no tocante ao seu período histórico: 1º) Os profetas de Israel, no 8º século; 2º) Os profetas de Judá, do 9º ao 7º séculos; 3º) Os profetas pós-exílicos de Judá, nos 6º e 5º séculos.
Fonte: "Os profetas menores (II), Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias/ Isaltino Gomes Coelho Filho. - Rio de Janeiro: JUERP, 2002-04-25".

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Coincidências ?

Três fatos isolados, mas que envolveram a morte de duas crianças e uma terceira que desesperadamente luta pela vida com o apoio incansável dos médicos mostram as arbitrariedades deste mundo no qual vivemos.


Em março de 2008, ocorreu o que bondosamente chamam de acidente, quando a menina Izabela Nardoni, de cinco anos de idade, pelo que tudo indica foi lançada do sexto andar onde residia em SP. Os pais tão somente alegam um fatal acidente...O caso se arrasta na justiça.





Agora em dezembro, no interior da Bahia, o padastro de um menino de dois anos confessou ter colocado dezenas de agulhas no corpo do garoto. O cidadão alegou desavenças amorosas com a mãe do menino e que em vingança escolheu a indefesa criança para pôr em prática o que também já se aventa como magia negra.





O noticiário do dia 22/12 informou que um bebê de seis meses caiu do sétimo andar de um prédio no bairro do Méier, subúrbio do Rio. Na hora do estranho acidente o pai alega que tomava conta da criança...





Não é novidade que qualquer descuido com crianças pode ser fatal. Mas o que chama atenção é o aumento de acidentes e incidentes nos quais as maiores vítimas são as crianças. Uma hora a criança caiu na piscina. Outro momento foi esquecida dentro de um veículo e lá faleceu asfixiada. Camêras de circuito interno dão conta de babás agredindo sem nenhum pudor crianças que se entende indefesas. Para não se falar em enfermeiras assassinas e cruéis. Pedófilos, etc.





Considere-se os casos das crianças caindo do sexto e sétimo andares respectivamente como se ambas marcaram um ponto de referência e correndo venceram o obstáculo da rede de proteção e lançaram-se ao espaço. No caso da pequena Izabela ela teria idade para tal façanha, mesmo em remota possibilidade, mas o bebê do Méier é no mínimo estranha a justificatica dos pais;





Considere-se as explicações ingênuas de cada pai nos casos aqui abordados;





Considere-se que a criança não pediu para nascer e que se vai ser um empecilho pudessem o(s) pai(s) doarem a referida criança antes que ela venha "atirar-se" de uma janela.





Pelo sim ou pelo não, percebe-se de forma crescente cada vez mais, o descaramento de muitas pessoas, e o cinismo de outras. Se o profeta Habacuque estivesse entre nós sem dúvida perguntaria: "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida". (Habacuque 1.1-4).





Que Deus em sua bondade e misericórdia desperte a cada pai e a cada mãe. Que fomente em cada família o devido senso de responsabilidade. Que cada janela esteja protegida não apenas por telas, mas pelo cuidado diário que Deus exigiu dos pais no livro de Deuteronômio 6.6-9.





Que Deus a todos abençoe agora e no dia da eternidade.





Pr. Josué Ribeiro da Costa, aprendiz de Teologia.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dia do professor

As expressões "dia de", "dia do", "dia da", etc, foram cunhadas para de alguma forma homenagear e não sabemos se o comércio neste dia do professor vende presentes como em outras datas festivas.


A história da educação retrata como era no passado o funcionamento do ensino a começar pelas primeiras letras normalmente ensinadas no próprio lar. No entanto ao folhearmos as páginas das Sagradas Escrituras aprendemos que Deus em seu cuidado e amor determinou que além do intelecto o pai deveria também ensinar e de forma exaustiva os preceitos morais e eternos de Sua Palavra. Assim conta o registro bíblico em Deuterônomio 6.6-9, "Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas".
Em uma leitura apressada do texto acima pode parecer exagero a sua prática, mas é bom ressaltar que a estrutura familiar dessa época atesta os felizes resultados advindos, já que são prescrições do próprio Deus que vencem tempo e espaço, podendo ser obedecidas atualmente.



Ora, a função do professor dentro do sistema escolar é nobre, mas o papel da família não pode ser delegado a nenhum outro segmento. Perguntas que parecem ingênuas são feitas constantemente entre elas; "por que a violência chegou assustadoramente às salas de aula", e diga-se sem nenhum pudor ou medo de correção por parte dos infratores. Talvez muitas respostas, mas uma é circunstancial e emblemática: a família (não todas), tem perdido o lugar de referência. De absolutos. De ordem, disciplina e parâmetros.



Até um pouco de religiosidade tem sido posta em dúvida em muitos lugares, ou seja, Deus foi expulso acintosamente, o que se deve esperar então? A máxima de "a toda ação, corresponde uma reação" tem também suas implicações no âmbito moral.

Fora baixos salários, plano de carreira no papel e como assunto apenas de ano eleitoreiro, o professor conseguia suportar tais desmandos e percalços, mas agora, não só com a violência descabida dentro do espaço escolar, mas também o vandalismo, o número de professores estressados e virando as costas à profissão tem aumentado consideravelmente. Bem, falta de reunião buscando soluções para, diga-se, amenizar esse quadro, não é o caso e tem ocorrido muitas e outras mais haverão, mas que tivessem resultados positivos e visíveis sem o famosíssimo blá, blá, blá.



Neste dia 15/10, dia do professor, nossos sinceros parabéns, seja pelo sacerdócio, pela profissão ou até pela necessidade, mas que cada professor pudesse ser lembrado e festejado por bons salários, pelo reconhecimento e respeito, pois do jeito que as coisas caminham e não irá muito longe, professor será profissão de alto risco.

Que a todos Deus abençoe em Cristo Jesus.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O vinho nos tempos do Antigo Testamento [Parte I]



INTRODUÇÃO

Foi aventada na última postagem entre as possibilidades, a de um artigo que falasse sobre o que a Bíblia diz sobre o vinho, seja ele o fermentado (o que leva à embriaguez), o suco da uva assim como o respectivo uso e considerações que a Palavra de Deus faz sobre o assunto.

Tendo em vista o assunto em pauta fazer parte de alguns artigos da Bíblia de Estudo Pentecostal (Edições CPAD) e pela forma pertinente como alí aparece, segue a transcrição em sua íntegra, o que será feita em partes por serem matérias longas.





O VINHO NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO

Números 6.3 "de vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho ou vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerás."

Palavras hebraicas para "vinho". De um modo geral, há duas palavras traduzidas por "vinho" na Bíblia.

[1] A primeira palavra, a mais comum, é yayin, um termo genérico usado 141 vezes no Antigo Testamento para indicar vários tipos de vinho fermentado ou não-fermentado (ver Neemias, que fala de "todo o vinho [yayin]" = todos os tipos).
- (a) Por um lado, yayin aplica-se a todos os tipos de suco de uva fermentado (Gênesis 9.20,21; 19.32,33; 1 Samuel 25.36,37; Provérbios 23.30,31). Os resultados trágicos de tomar vinho fermentado aparecem em vários trechos do Antigo Testamento, notadamente Provébios 23.29-35.
- (b) Por outro lado, yayin também se usa com referência ao suco doce, não fermentado, da uva. Pode referir-se ao suco fresco da uva espremida. Isaías profetiza: "já o pisador não pisará as uvas [yayin] nos lagares" (Isaías 16.10); semelhantemente, Jeremias diz: "fiz que o vinho [yayin] acabasse nos lagares; já não pisarão uvas com júbilo" (Jeremias 48.33). Jeremias até chama de yayin o suco ainda dentro da uva (Jeremias 40.10,12). Outra evidência que yayin, às vezes, refere-se ao suco não fermentado da uva temos em Lamentações, onde o autor descreve os nenês de colo clamando às mães, pedindo seu alimento normal de "trigo e vinho" (Lamentações 2.12).

O fato do suco de uva não-fermentado poder ser chamado "vinho" tem o respaldo de vários eruditos. A Enciclopédia Judaica (1901) declara: "O vinho fresco antes da fermentação era chamado yayin-mi-gat [vinho de tonel] (Sanh, 70a)". Além disso, a Enciclopédia Judaica (1971) declara que o termo yayin era usado para designar o suco de uva em diferentes etapas, inclusive "o vinho recém-espremido antes da fermentação." O Talmude Babilônico atribui ao rabino Hiyya uma declaração a respeito de "vinho [yayin] do lagar" (Baba Bathra, 97a). E em Halakot Gedalot consta: "Pode-se espremer um cacho de uvas, posto que o suco da uva é considerado vinho [yayin] em conexão com as leis do nazireado" (citado por Louis Ginzberg no Almanaque Judaico Americano, 1923, pp. 408, 409). Para um exame de oinos, o termo equivalente no grego do Novo Testamento, à palavra hebraica yayin, ver os estudos O vinho nos tempos do Novo Testamento (1) e (2), p. 1517 e p. 1573, da Bíblia de Estudo Pentecostal, que se possível também será postado nesse blog.


[2] A outra palavra hebraica traduzida por "vinho" é tirosh, que significa "vinho novo" ou "vinho da vindima". Tirosh ocorre 38 vezes no Antigo Testamento; nunca se refere à bebida fermentada, mas sempre ao produto não-fermentado da videira, tal como o suco ainda no cacho de uvas (Isaías 65.8), ou o suco doce de uvas recém-colhidas (Deuterônomio 11.14; Provérbios 3.10; Joel 2.24).

Brown, Griver, Briggs (Léxico Hebraico-Inglês do Velho Testamento) declaram que tirosh significa "mosto, vinho fresco ou novo". A Enciclopédia Judaica (1901) diz que tirosh inclui todos os tipos de sucos doces e mosto, mas não vinho fermentado". Tirosh tem "bencão nele" (Isaías 65.8); o vinho fermentado, no entanto, "é escarnecedor" (Provérbios 20.1) e causa embriaguez (Provérbios 23.31).


[3] Além dessas duas palavras para "vinho", há outra palavra hebraica que ocorre 23 vezes no Antigo Testamento, e frequentemente no mesmo contexto _ shekar, geralmente traduzida por "bebida forte" (1 Samuel 1.15; Números 6.3). Certos estudiosos dizem que shekar, mais comumente, refere-se a bebida fermentada, talvez feita de suco de palmeira, de romã, de maçã, ou de tâmara.

A Enciclopédia Judaica (1901) sugere que quando yayin se dintigue de shekar, aquele era um tipo de bebida fermentada diluída em água, ao passo que esta não era diluída.

Ocasionalmete, shekar pode referir-se a um suco doce, não fermentado, que satisfaz (Robert P. Teachout: "O Uso de Vinho no Velho Testamento", dissertação de doutorado em Teologia, Seminário Teológico Dallas, 1979).

Shekar relaciona-se com shakar, um verbo hebraico que pode significar "beber à vontade", além de "embriagar". Na maioria dos casos, saiba-se que quando yayin e shekar aparecem juntos, formam uma única figura de linguagem que se refere às bebidas embriagantes.



terça-feira, 25 de agosto de 2009

Bíblia: um Livro de critérios

Ao se ver as inúmeras agressões feitas à Palavra de Deus, sejam por palavras ou práticas litúrgicas, o zelo e brio dos mais pacientes afloram visivelmente. Ao se falar em critérios na Bíblia quer se dizer que sua leitura, interpretação e aplicação devem também ser sensatas (criteriosas). Distorções e aberrações sem fim são feitas em nome e com a desculpa de que "está na Bíblia".

O bom conhecedor das leis de hermenêutica bíblica fará diferença entre o que a Bíblia autoriza ou não a fazer, e aquilo que a pessoa para endossar um ponto de vista, um novo costume e hoje muito em voga criar atrações para o povo, cita a Bíblia para ter maior respaldo. Existem textos e passagens bíblicas que são tomadas sem nenhum escrúpulo e de forma isolada sem se conhecer usos e costumes dos povos bíblicos, assim como as regras básicas de interpretação bíblica.

Se a pessoa ou líder responsável tivesse um pouco de bom senso diria: "querida e amada igreja, congregação, grupo, etc, teremos uma inovação em nossas reuniões a partir de ... , mas quero deixar claro que não tem nada a ver com a Bíblia, sou eu o(a) responsável pela idéia". Mas parece que para tal atitude falta um pouco de coragem, discernimento e respeito à Palavra de Deus para não se falar em temor do Senhor. É mais fácil e confortador mascarar certas inovações citando a Bíblia para que se tenha um clima de aparente espiritualidade.

Os defensores das interpretações distorcidas citam muitos textos da Palavra de Deus e entre eles o que se referem à poligamia, ao respaldo em se tomar bebida alcóolica, etc. Quem sabe numa próxima oportunidade Deus permita citar fontes fidedignas que tratam dos dois assuntos (?), isto com transparência e bom senso. Agora, apenas alusão a um texto que não é comum ser citado pelos falsos hermenêutas e que eles já sabem que a referida passagem não é literal, ou seja, não deve ser tomada ao pé da letra.

Jesus em seu profundo e atualíssimo sermão da montanha citou um texto que o evangelista Mateus assim registrou: "Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-0 de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um de teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno"( Mateus 5.29,30).

Já se ouviu de mentecapto que desejou aplicar a si mesmo os versículos citados. Mas entre os que dizem "está na Bíblia", para acobertarem suas práticas litúrgicas ou mesmo cotidianas, não se viu pessoas sem olhos ou sem as mãos cumprindo o referido texto. Aliás, a bem da verdade e da justiça quantos estariam por aí cegos e manetas. A Bíblia é um livro rico em figuras e simbolismo e o texto proposto por Jesus insere-se entre os tais. Na época, o Mestre ensinava sobre a luxúria. No versículo 28, Jesus diz:"Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela".

Ora, a questão da impureza está no intimo de cada um. Os membros do corpo humano apenas respondem as reações internas. O Antigo Testamento condenava o ato, a ação do adultério. O Novo, pelos ensinos de Jesus vai mais longe, condenando também as mais escondidas emoções e pensamentos escusos. Corrobora também o texto de Mateus 15. 28-20: "Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina".

Fica claro que Jesus queria que seus ouvintes vissem que a verdadeira fonte do pecado jaz, não no orgão físico, mas no coração. O coração perverso do homem precisa ser mudado se ele quer escapar à ruina final do inferno. Que haja critérios na leitura, interprteção e aplicação da Bíblia Sagrada. Que Deus em Cristo Jesus a todos abençoe, agora e na eternidade.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A Noite de São Bartolomeu

Alinhar ao centro O massacre de São Bartolomeu. Catarina de Médicis, mãe do rei( Carlos IX da França), romanista ardorosa e instrumento dócil do papa, deu a ordem, e, à noite de 24 de agosto de 1572, 70.000 huguenotes, inclusive a maioria dos seus líderes foram trucidados. Houve grande regozijo em Roma. O papa e seu Colégio de Cardeais foram, em solene procissão, à Igreja de San Marco, mandando cantar Te Deum em ação de graças. Mandou cunhar uma medalha comemorativa do massacre e enviou um cardeal a Paris para levar ao rei, e à rainha mãe suas congratulações, bem como dos cardeias. "Faltava um nada para a França tornar-se protestante; ela, porém esmagou o protestantismo na Noite de São Bartolomeu, 1572".

As guerras huguenotes

Em seguimento ao massacre de São Bartolomeu, os huguenotes uniram-se e se armaram para a resistência, até que, finalmente, em 1598, pelo Edito de Nantes, concedeu-se-lhes o direito de liberdade de consciência e de culto. Mas, nesse entretempo, uns 200.000 pereceram mártires. O Papa Clemente VIII achou "condenável" o Edito de Nantes. Depois de anos de trabalho dos jesuítas, às ocultas, o Edito de Nantes foi revogado, 1685, e 500.000 huguenotes fugiram para países protestantes,(Transcrito do Manual Bíblico de Halley, p. 701. V2. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. 1970).

sábado, 20 de junho de 2009

Uma simples opinião

Peço escusas pela demora em escrever neste blog, e mesmo as poucas linhas que se seguem não caracterizarão a rigor um artigo, mas a título de reflexão tomo notícias veiculadas, que será necessário a apresentação de receita médica para a compra de remédios que até então eram vendidos nas farmácias sem tal exigência. Alega-se entre outras, que o uso indiscriminado dos referidos medicamentos trazem efeitos colaterais. A preocupação é sempre saber o que há por trás de tais iniciativas, suas motivações. São realmente visando o bem comum? É um caso de tanta urgência e necessidade? Os prejuízos para a população têm sido tão danosos?
Entende-se que para as referidas medidas juntaram-se especialistas e informações adequadas, assim como um pouco de seriedade o que gerou a preocupação. Como há grupos preocupados com o bem estar de toda a população e estão certos, por que não fazer o mesmo com o cigarro e principalmente as bebidas alcóolicas, proibindo a venda e isto de forma ostensiva e séria. Se para a venda de medicamento deve ser exigido o receituário e isto para a proteção da população o que se dizer da proibição da venda de bebidas alcóolicas? Diga-se que a Lei Seca foi um grande passo, no entanto a facilidade para o consumo de bebidas alcóolicas continua.
Que hajam medidas, leis, prescrições visando o bem comum, mas que não sejam parciais, mascaradas.
Que a todos Deus abençoe em Crist0 Jesus.