domingo, 15 de agosto de 2010

O falso profeta e sua extremada petulância

Introdução


O texto do livro do profeta Jeremias, capítulo vinte e oito, encerra os fatos sobre os quais serão feitas algumas considerações. Não será a rigor um estudo exaustivo, mas nem por isso pode-se desprezar os ricos e atuais ensinos alí contidos.

Deve ser esclarecido que as linhas que se seguem não é nenhum ataque aos dons espirituais e mormente ao dom de profecia tão atual quanto nos dias da igreja primitiva. Mas um alerta de cautela e aviso nestes tempos de genérico, do pó de madeira com um pouquinho de cola ( o aglomerado, mdf), dos inúmeros produtos piratas, das propagandas enganosas...

As palavras de nosso Senhor Jesus no conhecido sermão profético cumprem-se de maneira ostensiva em nossos dias: "Então se alguém disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque sugirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mateus 24.23,24).


Profetas e falsos profetas

Ao longo da história bíblica os servos do Altíssimo defrontaram-se com a contra mão da verdade, os falsos profetas. Muitos adjetivos poderiam caracterizá-los, mas foi escolhido o da petulância. A Palavra de Deus cita adivinhador, prognosticador, feiticeiro, encantador, necromante e mágico (Deuteronômio 18 . 10,11). Etmologicamente são palavras diferentes, no entanto o falso profeta como os demais citados convergiam para o mesmo ponto: Enganar e enganar com a melhor perfomance possível. O engano era sempre com intuito de afrontar a Deus, seus servos, desmerecer a Palavra de Deus e suas claras proibições quanto a se tomar caminhos escusos e não autorizados por Deus.


Embates entre verdade e mentira

Arão, e Moisés, no Egito, encontraram-se com os adivinhos da corte (Exôdo 7. 8 - 12). Também é muito conhecida a história do profeta Elias e os falsos profetas de Baal (1 Reis 18. 20 - 40). Outro profeta que sofreu além da agressão física, a sugestão (o assédio), para que falasse de forma a massagear o ego doentio do rei Acabe, foi Micaías (1 Reis 22. 1 - 28). O cumprimento da palavra profética por instrumentalidade de Micaías cumpriu-se sem muita demora conforme o registro bíblico no livro de 1 Reis 22. 29 - 40. Há de se notar que as cortes em tempos bíblicos considerava status ter um colegiado de falsos profetas, agoureiros, prognosticadores, adivinhos, etc: "[...] como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo que comem da mesa de Jezabel" (1 Reis 18. 19).

Mais tarde, nas páginas do Novo Testamento, o apóstolo Paulo encontra-se com uma adivinha profissional na cosmopolita cidade de Filipos. O espírito adivinho foi expulso em nome de Jesus. Pelo prejuízo causado "aos senhores" da moça, Paulo e seu companheiro Silas foram para a masmorra (Atos 16. 16-23). Pode-se observar que um ponto muito sensível nas ações diabólicas e que deixa seu império em confusão é mexer com pessoas por ele intimamente usadas. Não é por acaso que o diabo é o contra fator de Deus, ou seja, a contra mão do Altíssimo.

Pois bem, considere-se o falso profeta Hananias no livro do profeta Jeremias, 28º capítulo.

(1) Ele é falso e mentiroso;

(2) Por implicação, o falso profeta Hananias é cínico, insolente e desprovido do mínimo de ética, se é que ele sabia o que era ética;

(3) Ele no decorrer do texto mostra também não ter o mínimo de escrúpulos, já que a maioria dos ouvintes creria somente no que queriam ouvir. Também não se inibe, nem se constrange com a presença do profeta Jeremias;

(4) Pelo exposto nos pontos acima, Hananias não sabe o que é a verdade, nem com ela tem compromisso. Não seria exagero dizer que ele bem antes já havia perdido o temor de Deus. Se é que ele um dia tenha tido o temor de Deus;

(5) Hananias, assim como os demais falsos profetas em quase sua totalidade têm um poder de persuasão muito forte. Têm facilidade em ler as necessidades básicas do coletivo humano. No relato bíblico dos textos que fazem referência aos falsos profetas, não observa-se que eles façam reprimendas ao povo, aos sacerdotes e aos príncipes, por isso tinham livre trânsito e eram bem quistos;

(6) É preciso outro adjetivo para caracterizar Hananias, o falso profeta. Ele era audacioso. Em Jeremias 28.2, ele teve a coragem de usar a santa expressão: "Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Quebrei o jugo do rei da Babilônia". Depois no v.11 ele repete "assim diz o Senhor". Em seguida foi afoito em quebrar a canga do pescoço do profeta Jeremias, cuja peça simbolizava o pesado julgo da escravidão babilônica sobre Judá a cumprir-se por setenta anos, conforme o vaticínio do próprio profeta Jeremias;

(7) Poder-se-ia contextualizar sobre falsos profetas? Sim.

As seitas falsas têm em seus fundadores sempre a figura de um falso profeta, ou mesmo falsa profetisa. Mas há também uma modalidade ,um tipo mais intelectual de falsos ensinadores, pregadores e escritores que usam uma capa de cristão. São os que seguem a alta crítica, escola que desconsidera a total inspiração da Bíblia, seus milagres, sua inerrância, sua atualidade, como a total Palavra de Deus sem erros. A alta crítica é apaixonada excessivamente pelo relativismo, ou seja, não existe verdades absolutas. Cada um tem a sua verdade. Para resumir, esta linha de pensamento enfatiza que se não há verdade absoluta, o papel do missionário será uma afronta entre os povos, pois eles já têm sua cultura e não deve ser alterada pelos ensinos da Bíblia que não têm sentido para os tempos modernos. Dizem (os seguidores da "alta crítica") com letras bem grandes: Jesus não é o único caminho para a salvação, cada religião tem seu caminho e sua verdade subjetiva. Alguns chamam a isto de pluralismo religioso, o grande guarda chuva que abriga ecumenicamente todos os "ismos";

(8) É lamentável e trágico também que algumas instituições de ensino teológico dispõe em seu quadro docente de pessoas completamente envolvidas com alta crítica. A maioria dos alunos destes seminários, por falta de base bíblica são influenciados e passam a pregar as heresias ali aprendidas. Um ex-aluno do autor dessas linhas, estuda em uma destas instituições, considerada "top" no Brasil e atestou que lá o secularismo, mancumunado com outros "ismos" consideram a Bíblia Sagrada, aliás desconsideram-na, tendo-a apenas como mais um livro.

Nesse rastro, inúmeras igrejas têm facilitado o acesso aos seus púlpitos, de falsos profetas. Quando tais obreiros fraudulentos se vão, ficam os destroços espirituais entre os crentes e muito a ser corrigido pela liderança, isso por muitas vezes extremamente desgastante;

(9) O apóstolo Pedro fala dos falsos profetas e do falsos mestres. "Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente (sub-repticiamente), heresias destruidoras, até ao ponto de negarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição" (2 Pedro 2.1).

"Falsos profetas podem significar que falsamente alegavam ser profetas, ou que profetizavam coisas falsas; provavelmente os dois. Os homens eram tão indignos de confiança quanto a mensagem. Mayor fez uma coletânea interessante das características dos falsos profetas que estavam marcantemente presentes na situação à qual Pedro se dirige. Seu ensino era bajulação; suas ambições eram financeiras; suas vidas eram dissolutas; sua consciência era amortecida" (II Pedro e Judas, int e comentário. Michael Green; Soc. Religiosa Edições Vida Nova e Associação Religiosa Editora Mundo Cristão, pp 89,90).

Conclusão

Aos que ainda crêem na infalibilidade da Bíblia. Aos que ainda aceitam por fé a salvação em Jesus e por meio de seu sangue remidor. Aos que ainda aguardam o arrebatamento da igreja para o maravilhoso encontro com o noivo. Aos que diante de sua própria pequenez e limite aceitam a Palavra de Deus por fé não exigindo provas ou assentamento intelectual para validar as verdades eternas. Aos que entendem e aceitam o imperativo: " Seja todo o homem mentiroso e Deus verdadeiro", o livro do Apocalipse recomenda com vivas palavras: " Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se" (Apocalipse 22.11).

Tenho dito.

Que Deus a todos abençoe em Cristo Jesus, agora e no dia da eternidade.


terça-feira, 27 de julho de 2010

A atualidade de um pensamento

"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto" (Rui Barbosa).

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Um ano sem Michael Jackson...

Em vinte e cinco de junho próximo passado inúmeros programas, reportagens e os mais diversos documentários fizeram alusão ao primeiro ano da morte do cantor Michael Jackson. O que chocou além da morte do astro , considerado o rei do pop, é que ele preparava-se para uma série de apresentações na Inglaterra onde os shows teriam o nome de "This is it" com grande parte dos ingressos já vendidos.
Sabe-se do poder de influência e persuasão da mídia não só para projetar, mas vender e vender seus produtos, imagens, direitos e ninguém é ingênuo de não saber que todo este mecanismo move o capitalismo com uma de suas máximas que é a de oferta e procura.

Um ano sem Mickael Jackson é tempo suficiente para algumas avaliações mesmo que não sejam detalhadas. Não se pode precisar, mas milhões têm vivido seus dilemas os mais variados, não apenas por um ano, mas anos e anos e com certeza uma vida sem Michael Jackson. Os campos de concentração da Coréia do Norte, sobre os quais pouquíssimo se fala, "abrigam" além de presos políticos, cristãos acusados tão somente por sua fé em Jesus Cristo. Sair de lá com vida? É praticamente impossível. Diz-se que cristãos têm sido usados como testes para armas biológicas e químicas.

Será interessante que o amigo leitor acesse www.portasabertas.org.br para tomar conhecimento de alguns detalhes dos mais de cinqüenta países onde a perseguição aos cristãos atinge índice de bestialidade, sem nenhuma denúncia porque entre outros, a globalização, engloba múltiplos e perversos interesses. Segue os nomes dos países em ordem alfabética.

Afeganistão. Arábia Saudita. Argélia. Azerbaijão. Bangladesh. Barein. Belarus. Brunei. Butão. Catar. Cazaquistão. Chechênia. China. Colômbia. Comores. Coréia do Norte. Cuba. Djibuti. Egito. Emirados Arábes Unidos. Eritréia. Etiópia. Iêmen. Índia. Indonésia. Irã. Iraque. Jordânia. Kuweit. Laos. Líbia. Maldivas. Marrocos. Mauritânia. Mianmar. Nigéria. Omã. Palestina. Paquistão. Quênia. Quirguistão. Síria. Somália. Sri Lanka. Sudão. Tadjiquistão. Túnisia. Turcomenistão. Turquia. Uzbequistão. Vietnã. Zanzibar.
Os cristãos perseguidos nesses países estão sem Michael Jackson não apenas há um ano.

E nós estamos há quanto tempo sem Michael Jackson? E os que partem para a eternidade sem Deus, sem paz e sem esperança da bendita salvação em Cristo Jesus, estarão por quanto tempo sem Michael Jackson?
Agora mesmo há pessoas sem abrigo, sem saúde, sem nenhum amparo, enfrentando os rigores da perseguição de religiões fundamentalistas que querem para si total liberdade, mas que são extremamente vingativas quando a mesma liberdade deveria ser facultada aos cristãos. Outros sofrem com as catástrofes, com as guerras, guerrilhas, regimes ditatoriais. Sim, estão há muito tempo sem Michael Jackson.

E fazendo referência mais uma vez aos cristãos que sofrem os rigores da inexplicável perseguição, surgem perguntas: O que têm os seguidores de Cristo que tanto incomoda? Quais são suas armas? Usam a violência para se imporem? O que tanto chama atenção em um pequeno grupo indefeso de seguidores de Cristo? Por que tanta prevenção, extrema cautela para calar os cristãos nos países acima citados e ultimamente ataques sutis também têm ocorrido em países que se dizem livres.

A resposta está no poderoso nome de Jesus que tem atravessado séculos libertando pessoas das pesadas garras do pecado e da perdição eterna. O escravo, o senhor, o culto, mas também o analfabeto, têm sido transformados, e aqui acrescente-se o testemunho inconteste que tem mostrado os mais variados conluios para apagar o nome de Jesus da História. Tudo em vão. Jesus reina. Louvado seja o seu nome. "Jesus, o mesmo ontem, hoje e eternamente". Há muitos exemplos, mas apenas deve ser lembrado o a da poderosa Roma imperial que com todo o seu aparato e perseguição aos seguidores de Cristo foi subjulgada pela pregação do poderoso evangelho de Jesus, inspirado no mais profundo e atrativo amor que emana do coração de Deus, o Pai das luzes e das misericórdias.

Então fica constatado que um ano sem Michael Jackson é fato absolutamente irrelevante se comparado a uma vida sem Jesus e mais aterrador ainda, a eternidade pelos séculos enfim sofrendo os rigores da eterna perdição. Mesmo que alguns tentem ser românticos e dizer que Deus em seu infinito amor não deixará ninguém para sempre no castigo eterno, deve-se atentar para as solenes e oportunas advertências da Palavra de Deus [...] " alí haverá choro e ranger de dentes", Mateus 25.51.

Que Deus a todos desperte para o glorioso dia do arrebatamento da Igreja de nosso Senhor e Salvador Jesus.

Josué, aprendiz de teologia.





quarta-feira, 16 de junho de 2010

A alta crítica e a Bíblia Sagrada

Aventei a possibilidade de escrever algo sobre uma das vertentes dentro do segmento cristão, a alta crítica ou teologia liberal que apenas muda de nome, mas o objetivo é o mesmo, "o de devastar a Palavra de Deus com seu modernismo e suas contradições no que concerne à formação, fontes de autenticidade do cânon, especialmente o Antigo Testamento, mutilando quase todos os seus livros. Em resumo, a Alta Critica é a discussão das datas e da autoria dos livros. Ela estuda a Bíblia do lado de fora, externamente, baseada apenas em fontes de conhecimento humano. Por sua vez, a Crítica Textual, também conhecida por Baixa Crítica, estuda o texto bíblico, e este somente, e , ao lado da Arqueologia, vem alcançando um progresso valioso, posto à disposição do estudante das Escrituras", assim se expressa o Pr. Antonio Gilberto em seu livro "A Bíblia através dos séculos" (p. 54, CPAD, 1986. Rio de Janeiro). No entanto, em pesquisa, acessei um artigo "A teologia liberal e suas implicações para a fé bíblica", que está muito mais abrangente do que aquilo que projetei escrever sobre os malefícios causados pelo liberalismo teológico e compartilho o site http://www.cacp.org.br/estudos/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=936&menu=7&submenu=4.



"Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;


porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" ( segunda carta de Pedro 1. 20, 21).




A todos uma ótima e proveitosa leitura na fonte supra citada.


Que Deus em Cristo Jesus desperte cada um de seus servos para a proximidade do arrebatamento de sua Igreja.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O que não é avivamento

"Vivemos uma época de muita confusão. Quando falamos em avivamento, nem todos entendem a mesma coisa. Há muita gente sinceramente equivocada acerca deste importante assunto. Queremos, então, clarear definindo o que não é avivamento.


1. Avivamento não é um programa agendado pela igreja.




Avivamento não é ação da igreja, mas de Deus. É obra soberana e livre do Espírito Santo. A igreja não promove e nem faz avivamento. A igreja não é agente de avivamento; não agenda e nem programa avivamento. A igreja só pode buscar o avivamento e preparar o caminho da sua chegada. A igreja não produz o vento do Espírito; ela só pode içar suas velas em direção a este vento.


A soberania de Deus, no entanto, não anula a responsabilidade humana. O avivamento jamais virá se a igreja não preparar o caminho do Senhor.


O avivamento jamais acontecerá se a igreja não se humilhar. Sem oração as chuvas torrenciais de Deus não descerão. Sem busca não há encontro. Sem obediência a Deus, jamais haverá derramamento do Espírito. Contudo, quem determina quando e como virá o avivamento é Deus. Ele é soberano [...]




2. Avivamento não é mudança doutrinária.


Incorrem em erro aqueles que, na busca do avivamento, descartam a teologia e desprezam a doutrina. Desprezar a doutrina é dinamitar os alicerces da vida cristã; é querer levantar um edifício sem lançar o fundamento; é querer pôr um corpo de pé e em movimento sem a estrutura óssea.


Não há vida piedosa sem doutrina. A doutrina é a base da ética. A teologia é a mãe da ética.


Vida sem doutrina gera misticismo e experiencialismo subjetivista. Avivamento sem doutrina é fogo de palha, é movimento emocionalista, é experiencialismo personalista e antropocentrista.


Deus tem compromisso com a verdade e a sua Palavra é a verdade. Todo o avivamento precisa estar fundamentado na Palavra; deve ser norteado pelas Escrituras e não por sonhos e visões. Precisa estar dentro das balizas da Bíblia e não dentro dos muros de revelações subjetivas, produto muitas vezes da carne.




3. Avivamento não é mudança litúrgica.


Muitos crentes confundem avivamento com forma de culto, com liturgia animada, com coreografia e instrumental luxuoso.


Louvor não é encenação. Não é mimetismo. Não é ritualismo. Não é emocionalismo. Não é seguir fórmulas pré-estabelecidas como bater palmas, dizer aleluia, amém e levantar as mãos. Louvor não é sinônimo de animação, gingos e dança.


Louvor que apenas levanta as mãos para o alto, mas não as estende para o necessitado não agrada a Deus. A Bíblia ordena que levantemos mãos santas ao Senhor, num gesto de rendição e entrega (1 Tm 2.8).


Louvor que saltita e pula, mas não vive em santidade, é ofensa a Deus.


Louvor que apenas verbaliza coisas bonitas para Deus, mas não leva Deus a sério na vida é fogo estranho diante do Senhor.


Louvor que não produz mudança de vida, quebrantamento, obediência e não leva as pessoas a confiarem em Deus, não é louvor, é barulho aos ouvidos de Deus. Assim diz o Senhor: "Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras." (Am 5.23.)


Hoje estamos vivendo a época dos shows evangélicos, dos show-men, dos animadores de programas religiosos, do"rock evangélico", das músicas badaladas por seu ritmo sensual.


Mais do que nunca é preciso tocar a trombeta em Sião e condenar essa falsa idéia de que precisamos imitar o mundo. A música do mundo tem entrado nas igrejas, para vergonha nossa e derrota nossa.


O louvor que agrada a Deus é expresso em espírito e em verdade. O louvor que não é bíblico, é fogo estranho.


Davi fala-nos sobre as balizas do louvor que agrada a Deus: "E me pôs nos lábios um novo cãntico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor." (Sl 40.3.)


[...] Louvor não é um item da liturgia. Louvor é a totalidade da vida. "Bendirei ao Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios." (Sl 34.1.)


À luz destas coisas, é preciso dizer que avivamento não é mudança litúrgica, é mudança de vida. Avivamento não é histeria carnal, é choro pelo pecado. Deus não procura adoração. Ele procura adoradores.


Embora o avivamento não seja mudança de liturgia, todo o avivamento interfere na liturgia - desinstala a liturgia ritualista, cerimonialista, formalista, fria e morta, e põe em seu lugar uma liturgia viva, alegre, ungida, onde há liberdade do Espírito, sem comprometer a ordem e a decência.


Em épocas de avivamento, a liturgia é dessingessada, e o povo com alegria e liberdade do Espírito adora a Deus, em espírito e em verdade, sem regras rígidas pré-estabelecidas. Cada culto é um acontecimento singular, novo, onde há abertura para o que Deus deseja falar e fazer com o seu povo.


Muitos cultos são solenes, pomposos, porém sem vida. É como disse J. I. Packer em seu livro "Na Dinâmica do Espírito": "Não há nada mais solene do que um cadáver. Há cultos solenes, porém mortos." Embora o avivamento não seja mudança litúrgica, todo o avivamento muda a liturgia, tornando-a bíblica, alegre, ungida, dirigida pelo Espírito de Deus. Precisamos clamar como os puritanos: "Queremos liturgia pura."


4. Avivamento não é eclosão de dons carismáticos e sinais.


Muitos limitam o avivamento a milagres, curas e exorcismos, sem levar em conta a abrangência global da doutrina do Espírito. Isso é bastante temerário. Toda vez que superenfatizamos uma verdade em detrimento de outra, produzimos deformações e distorções.

Deus pode e faz maravilhas, curas, e prodígios quando ele quer. Ele é soberano. Ninguém pode deter a sua mão. Ninguém pode ser o conselheiro de Deus. Ninguém pode instruir a Deus e dizer o que ele pode e o que ele não pode fazer. Ninguém pode obstaculá-lo nem ensiná-lo. Ele faz tudo quanto quer, como quer, onde quer, quando quer, com quem quer. "Ele faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade." (Ef 1.11.) Não obedece à agenda dos homens. Não se deixa impressionar. Ele é livre.

A igreja anda correndo mais atrás de sinais do que de santidade; empolga-se mais com milagres do que com vida cheia do Espírito; anseia mais as bênçãos de Deus do que o Deus das bênçãos. A igreja hoje busca mais uma vida antropocêntrica do que teocêntrica. Entretanto esse não é o cerne do avivamento.

[...] A igreja de Corinto possuia todos os dons, todavia era imatura, espiritualmente era um bebê. Uma igreja tão carismática abrigava divisões, cismas, brigas, partidarismo, contendas, imoralidade e irmãos levando irmãos aos tribunais mundanos. Faltava-lhe compreensão a cerca do casamento e da liberdade cristã. A ceia do senhor era mal interpretada; os dons usados inadequadamente; negava-se a ressurreição dos salvos; negligenciava-se a cooperação financeira com os pobres.

É verdade que, em épocas de avivamento, buscam-se os dons, cujo exercício visa a glória de Deus e à edificação da igreja, mas a ênfase carismática não é sinônimo de avivamento.


5. Avivamento não é modismo.

Muitos crentes, por desconhecimento, posicionam-se contra o avivamento porque consideram-no a mais nova onda da igreja, uma coqueluche moderna e uma inovação sem nenhum respaldo bíblico e histórico.


Aqueles que assim pensam certamente não estudam com critério a Bíblia nem a história da Igreja. Os pontos culminantes da Igreja aconteceram em em épocas de avivamento. Desde o Antigo Testamento essa é uma verdade incontestável. Basta atentar para os grandes despertamentos na época de Ezequias, Josias e Neemias. É só olhar o grande avivamento em Jerusalém, em Samaria, em Antioquia da Síria e em Éfeso. É só informar-se sobre o que Deus fez na Reforma do século XVI, na Inglaterra, no século XVIII e em outros grandes avivamentos da História [...]


6. Avivamento não é superespiritualização da vida.


Muitas pessoas, em sua busca por um avivamento, saem da realidade e enclausuram-se nos castelos inexpugnáveis de uma espiritualidade isolada e monástica. Tornam-se tão "espirituais" que não sabem mais conviver com a vida, isolam-se, fazem da vida uma caverna de fuga. Querem sair do mundo em vez de serem guardados do mal. Dividem a vida entre sagrado e profano, corpo e alma, matéria e espírito. Deduzem que Deus só se interessa pelas coisas espirituais, que ele só atenta para as coisas que se faz na igreja; que Deus não atribui aos negócios, à família, ao trabalho, aos estudos e à vida do dia-a-dia o mesmo valor.


Esta não é a visão bíblica do verdadeiro avivamento. Tudo em nossa vida passa a ser moldado pelo sagrado. Todo o nosso viver é litúrgico, é uma expressão de culto.


O grande avivalista João Wesley, ao mesmo tempo em que pregava sobre avivamento, lutava pelas causas sociais na Inglaterra. Finney foi o maior avivalista do seu país, mas pregou ardorosamente contra a escravidão nos EUA no século passado. João Calvino atacou com veemência os juros extorsivos em Genebra. O avivamento traz profundas mudanças políticas, econômicas, sociais e morais. O avivamento não leva a igreja à fuga, mas ao confronto.


7. Avivamento não é campanha de evangelização.


Não podemos confundir avivamento com campanhas evangelísticas. Avivamento é para a igreja, para aqueles que já têm vida; evangelização é para o mundo, para quantos estão mortos em delitos e pecados. Avivamento é para crentes nascidos de novo; evangelização é para pecadores inconversos.


Na evangelização a igreja trabalha para Deus; no avivamento Deus trabalha para a igreja. Na evangelização, a igreja vai aos pecadores; no avivamento os pecadores correm para a igreja. Na evangelização, os pregadores apelam aos pecadores; no avivamento, os pecadores clamam aos pregadores.


Em épocas de avivamento, os corações se derretem como cera diante do fogo do Espírito Santo; por isso todo o avivamento deságua em poderosa ação evangelizadora" ( Lopes, Hernandes Dias. Avivamento urgente. 4 edição. Venda Nova, MG, Editora Betânia S/C, 1994, pp. 27-34).









































quarta-feira, 24 de março de 2010

Crente ou Cristão?

Não há erro no uso de ambas as palavras. Erros, mal testemunhos, mazelas, escândalos, na verdade ficam por conta de alguns usuários. A palavra crente tornou-se vulgarizada e de alguma forma penalizada em função do péssimo testemunho que muitos que se dizem ou são conhecidos como crentes têm dado no meio onde vivem.

Não são poucas as vezes que se ouve: "conheço um crente que fuma, que bebe bebida alcoólica, que compra e não paga, que não tem palavra, que é mentiroso"; "não faço negócio com crente"; "se for para ser crente do jeito que é beltrano, prefiro não ser", e por aí vão os desabafos que em sua maioria têm procedência, sabendo-se que outras vezes o que aparece é o preconceito dos que não gostam mesmo de crente.

Na história do cristianismo primitivo os inimigos do evangelho de Jesus usavam o termo cristão de forma depreciativa. O termo aparece em três lugares no Novo Testamento, em Atos 11.26; 26.28 e na 1ª Carta de Pedro 4.16. Cristão é um seguidor de Cristo. Um seguidor à risca. Não tem a idéia de apenas um seguidor teórico ou de um simples admirador. O cristão no sentido prático segue o exemplo de Cristo. Precisa ter as atitudes de seu Mestre. Mesmo não sendo igual a Cristo, o cristão persegue os ideais dos ensinos propostos por Jesus nos evangelhos, aliados aos das cartas também inseridas no Novo Testamento. E é bom que se diga que a história do cristianismo mostra o quanto era penoso ser cristão. O próprio termo equivalia a ser inimigo principalmente da Roma imperial. Quando o apóstolo Pedro escreve em sua carta aludida acima diz: "mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome". Ora, que motivos um cristão daria para sofrer, se não era assassino, ladrão ou malfeitor? Para fins de esclarecimento é bom que se diga que os povos dominados por Roma praticavam o sincronismo religioso sem nenhum problema, enquanto os cristãos respeitavam as leis romanas mas no que tangia a adorar ou prestar culto a César as coisas mudavam drasticamente.

Corrobora aqui a Bíblia de Referência Thompson em seu Suplemento Arqueológico, p. 1566: "Os cristãos foram acusados de ser insociáveis e excêntricos, e passaram a ser odiados e considerados inimigos da sociedade. Todavia, eles eram modestos e simples no vestir, rigidamente morais em sua conduta, e se negavam a assistir aos jogos e às festividades. Alguns cristãos inclusive censuravam àqueles que vendiam alimentos para os animais que tinham de ser sacrificados aos deuses pagãos. O povo chegou a temê-los, já que não queriam que a ira dos deuses se acendesse devido ao fato dos cristãos se negarem a render-lhes sacrifícios. Se as colheitas fracassavam, o rio Tibre transbordava ou havia epidemias, o povo gritava: "Os cristãos aos leões!" Porém, os cristãos eram bondosos com todos aqueles que tinham problemas, e ficavam cuidando dos enfermos quando havia epidemia, enquanto todos fugiam.

Para provar a lealdade dos homens, o governo romano exigia que todos se apresentassem em certos lugares públicos e ali queimassem um pouco de incenso em honra do imperador. Os cristãos consideravam isto um ato de adoração ao imperador, e se negavam a fazê-lo. As autoridades começaram a observar essa atitude e a castigá-los, inclusive com a morte".

Algumas dessas execuções eram seguidas de extrema barbárie. Para os seguidores de Cristo constituía-se em elevada honra, a de morrer por seu Senhor.
O Novo Testamento também registra que os cristãos foram chamados: Os do caminho, Atos 9.2; irmãos, Atos 15. 1, 23; 1ª Corintio 7. 12; discípulos, Atos 9. 26; 11.29; crentes, Atos 5. 14; santos, Carta aos Romanos 8. 27; 15. 25.

Nem todas as pessoas que dizem crer em Jesus estão salvas, (Mateus 7. 21). A fé morta é caracterizada por pessoas que dizem crer em Jesus, mas cujo procedimento é contraditório. A fé meramente intelectual, é aquela em que a pessoa consente com certas verdades, mas não é transformada como Jesus comunicou ao Dr. Nicodemos: "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (Evangelho de João 3.30).

Há uma pertinente explicação da passagem da carta de Tiago cap. 2, v 19," Crês, , que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem", feita pelo ilustre Pr. Hernandes Dias Lopes em seu livro "Tiago, transformando provas em triunfo". São Paulo, SP: Hagnos 2006 (Comentários expositivos Hagnos, pp 51,52).
"A fé morta é uma fé que atinge apenas o intelecto. A fé dos demônios atinge o intelecto e também as emoções. Os demônios têm um estágio de fé mais avançado que muitos crentes. A fé dos demônios não é apenas intelectual, mas também emocional. Eles crêem e tremem!
Crer e tremer não é uma experiência salvadora. Você não conhece uma pessoa salva pelo conhecimento que adquire nem pelas emoções que demonstra, mas pela vida que vive ( Tiago 2.18).
No que os demônios crêem? Warren Wiersbe responde a essa pergunta, dizendo: em primeiro lugar, os demônios crêem que Deus é um só. Os demônios crêem na existência de Deus. Eles não são nem ateístas nem agnósticos. Eles crêem na "shema" judaica: "Ouve Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor". Mas essa crença dos demônios não pode salvá-los.

Em segundo lugar, os demônios crêem na divindade de Cristo. Os demônios corriam para ajoelhar-se diante de Cristo para adorá-lo (Marcos 3.11,12). Eles sabiam quem era Jesus. Eles se prostravam aos pés do Senhor Jesus.

Em terceiro lugar, os demônios crêem na existência de um lugar de penalidades eternas. Eles sabem que o inferno foi criado para o diabo e seus anjos. Eles sabem que o inferno é destinado para todos aqueles cujos nomes não forem encontrados no Livro da Vida. Eles não negam a existência do inferno (Lucas 8. 31). Eles crêem nas penalidades eternas.

Em quarto lugar, os demônios crêem que Cristo é o supremo Juiz que os julgará. Os demônios sabem que terão de comparecer diante de Cristo, o supremo juiz. Eles crêem no julgamento final. Eles crêem que todo o joelho se dobrará diante de Cristo. Entretanto, os demônios estão perdidos, eternamente perdidos. Uma fé meramente intelectual e emocional coloca-nos apenas no patamar dos demônios".

Conclusão:

Você é crente e cristão? É cristão e é crente? Os parâmetros para a sua avaliação são apenas pessoais ou são baseados na Santa e Bendita Palavra de Deus que a tudo prescruta como bem falou o salmista? "Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno" (Salmos 139. 23,24).

Que Deus em Cristo Jesus a todos abençoe agora e na eternidade!

terça-feira, 16 de março de 2010

Introdução aos profetas menores

Na Bíblia hebraica, os profetas menores constituem um volume só. Seu título é "Os doze". A Septuaginta, o nome que se dá ao Antigo Testamento traduzido para o grego, os intitulou de Dodekapropheton, que significa "Os Doze Profetas". O livro deuterocanônico Eclesiástico (escrito em cerca de 190 a.C, que não consideramos como inspirado, e que a Igreja Católica acrescentou ao cânon em 1548, no Concílio de Trento) traz esta declaração sobre eles: " Quanto aos doze profetas, que seus ossos floresçam no sepulcro, porque eles consolaram Jacó, eles o resgataram na fé e na esperança" (Eclesiástico 49.10). Escrito por Jesus ben Sirac, no segundo século antes de Cristo, este livro mostra que eles eram bastante estimados no judaísmo. Por isso que o citamos como registro histórico, e não, obviamente, como obra inspirada.
As designações Profetas Maiores e Profetas Menores foram cunhadas já no período cristão. Elas surgiram com Agostinho, ao redor de 400 d.C., na sua obra A Cidade de Deus. Eles são chamados de menores não no sentido de seu valor ou da importância do seu conteúdo, mas do tamanho da mensagem. Há uma curiosidade que mostra como o Espírito Santo, autor último do Cânon Sagrado ("Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo" - Segunda carta de Pedro 1 . 21), agiu de forma profundamente inteligente. É que os nomes dos profetas, dados como títulos dos seus livros, coincidem com a mensagem central que eles pregavam. Há, realmente, uma coincidência muito grande entre o significado dos nomes dos profetas e a mensagem anunciada por eles. Sua mensagem já está, em boa parte, no sentido dos seus nomes.
"Os Doze", com toda probabilidade, foram agrupados por Esdras e a Grande Sinagoga (nome dado a um grupo de 120 doutores da Lei) mais ou menos em 425 a.C., acomodados em um rolo só, de modo a facilitar o manuseio e a leitura. O volume contendo todos os profetas menores se constitui de 67 capítulos e 1.050 versículos. È menor que Isaías, que tem 66 capítulos e 1.202 versículos; que Jeremias, que tem 52 capítulos e 1364 versículos; e que Ezequiel, que tem 48 capítulos e 1.273 versículos. No entanto, fazemos esta advertência, não se deve pensar que a pequena extensão de sua obra possa nos levar a presumir de pouco valor espiritual. Costuma-se dizer que os melhores perfumes vêm em pequenos frascos. Não querendo estabelecer um critério de "melhor" ou "menos melhor" no tocante aos livros da Bíblia, devemos ressaltar que os profetas menores têm muito conteúdo espiritual. Se tivermos sensibilidade e soubermos ouvir o que o Espírito Santo nos ensina através deles, nossa vida será grandemente enriquecida. tenhamos isto em mente ao estudá-los.
Os profetas menores podem ser divididos em três grupos, no tocante ao seu período histórico: 1º) Os profetas de Israel, no 8º século; 2º) Os profetas de Judá, do 9º ao 7º séculos; 3º) Os profetas pós-exílicos de Judá, nos 6º e 5º séculos.
Fonte: "Os profetas menores (II), Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias/ Isaltino Gomes Coelho Filho. - Rio de Janeiro: JUERP, 2002-04-25".

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Coincidências ?

Três fatos isolados, mas que envolveram a morte de duas crianças e uma terceira que desesperadamente luta pela vida com o apoio incansável dos médicos mostram as arbitrariedades deste mundo no qual vivemos.


Em março de 2008, ocorreu o que bondosamente chamam de acidente, quando a menina Izabela Nardoni, de cinco anos de idade, pelo que tudo indica foi lançada do sexto andar onde residia em SP. Os pais tão somente alegam um fatal acidente...O caso se arrasta na justiça.





Agora em dezembro, no interior da Bahia, o padastro de um menino de dois anos confessou ter colocado dezenas de agulhas no corpo do garoto. O cidadão alegou desavenças amorosas com a mãe do menino e que em vingança escolheu a indefesa criança para pôr em prática o que também já se aventa como magia negra.





O noticiário do dia 22/12 informou que um bebê de seis meses caiu do sétimo andar de um prédio no bairro do Méier, subúrbio do Rio. Na hora do estranho acidente o pai alega que tomava conta da criança...





Não é novidade que qualquer descuido com crianças pode ser fatal. Mas o que chama atenção é o aumento de acidentes e incidentes nos quais as maiores vítimas são as crianças. Uma hora a criança caiu na piscina. Outro momento foi esquecida dentro de um veículo e lá faleceu asfixiada. Camêras de circuito interno dão conta de babás agredindo sem nenhum pudor crianças que se entende indefesas. Para não se falar em enfermeiras assassinas e cruéis. Pedófilos, etc.





Considere-se os casos das crianças caindo do sexto e sétimo andares respectivamente como se ambas marcaram um ponto de referência e correndo venceram o obstáculo da rede de proteção e lançaram-se ao espaço. No caso da pequena Izabela ela teria idade para tal façanha, mesmo em remota possibilidade, mas o bebê do Méier é no mínimo estranha a justificatica dos pais;





Considere-se as explicações ingênuas de cada pai nos casos aqui abordados;





Considere-se que a criança não pediu para nascer e que se vai ser um empecilho pudessem o(s) pai(s) doarem a referida criança antes que ela venha "atirar-se" de uma janela.





Pelo sim ou pelo não, percebe-se de forma crescente cada vez mais, o descaramento de muitas pessoas, e o cinismo de outras. Se o profeta Habacuque estivesse entre nós sem dúvida perguntaria: "Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida". (Habacuque 1.1-4).





Que Deus em sua bondade e misericórdia desperte a cada pai e a cada mãe. Que fomente em cada família o devido senso de responsabilidade. Que cada janela esteja protegida não apenas por telas, mas pelo cuidado diário que Deus exigiu dos pais no livro de Deuteronômio 6.6-9.





Que Deus a todos abençoe agora e no dia da eternidade.





Pr. Josué Ribeiro da Costa, aprendiz de Teologia.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dia do professor

As expressões "dia de", "dia do", "dia da", etc, foram cunhadas para de alguma forma homenagear e não sabemos se o comércio neste dia do professor vende presentes como em outras datas festivas.


A história da educação retrata como era no passado o funcionamento do ensino a começar pelas primeiras letras normalmente ensinadas no próprio lar. No entanto ao folhearmos as páginas das Sagradas Escrituras aprendemos que Deus em seu cuidado e amor determinou que além do intelecto o pai deveria também ensinar e de forma exaustiva os preceitos morais e eternos de Sua Palavra. Assim conta o registro bíblico em Deuterônomio 6.6-9, "Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas".
Em uma leitura apressada do texto acima pode parecer exagero a sua prática, mas é bom ressaltar que a estrutura familiar dessa época atesta os felizes resultados advindos, já que são prescrições do próprio Deus que vencem tempo e espaço, podendo ser obedecidas atualmente.



Ora, a função do professor dentro do sistema escolar é nobre, mas o papel da família não pode ser delegado a nenhum outro segmento. Perguntas que parecem ingênuas são feitas constantemente entre elas; "por que a violência chegou assustadoramente às salas de aula", e diga-se sem nenhum pudor ou medo de correção por parte dos infratores. Talvez muitas respostas, mas uma é circunstancial e emblemática: a família (não todas), tem perdido o lugar de referência. De absolutos. De ordem, disciplina e parâmetros.



Até um pouco de religiosidade tem sido posta em dúvida em muitos lugares, ou seja, Deus foi expulso acintosamente, o que se deve esperar então? A máxima de "a toda ação, corresponde uma reação" tem também suas implicações no âmbito moral.

Fora baixos salários, plano de carreira no papel e como assunto apenas de ano eleitoreiro, o professor conseguia suportar tais desmandos e percalços, mas agora, não só com a violência descabida dentro do espaço escolar, mas também o vandalismo, o número de professores estressados e virando as costas à profissão tem aumentado consideravelmente. Bem, falta de reunião buscando soluções para, diga-se, amenizar esse quadro, não é o caso e tem ocorrido muitas e outras mais haverão, mas que tivessem resultados positivos e visíveis sem o famosíssimo blá, blá, blá.



Neste dia 15/10, dia do professor, nossos sinceros parabéns, seja pelo sacerdócio, pela profissão ou até pela necessidade, mas que cada professor pudesse ser lembrado e festejado por bons salários, pelo reconhecimento e respeito, pois do jeito que as coisas caminham e não irá muito longe, professor será profissão de alto risco.

Que a todos Deus abençoe em Cristo Jesus.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O vinho nos tempos do Antigo Testamento [Parte I]



INTRODUÇÃO

Foi aventada na última postagem entre as possibilidades, a de um artigo que falasse sobre o que a Bíblia diz sobre o vinho, seja ele o fermentado (o que leva à embriaguez), o suco da uva assim como o respectivo uso e considerações que a Palavra de Deus faz sobre o assunto.

Tendo em vista o assunto em pauta fazer parte de alguns artigos da Bíblia de Estudo Pentecostal (Edições CPAD) e pela forma pertinente como alí aparece, segue a transcrição em sua íntegra, o que será feita em partes por serem matérias longas.





O VINHO NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO

Números 6.3 "de vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho ou vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerás."

Palavras hebraicas para "vinho". De um modo geral, há duas palavras traduzidas por "vinho" na Bíblia.

[1] A primeira palavra, a mais comum, é yayin, um termo genérico usado 141 vezes no Antigo Testamento para indicar vários tipos de vinho fermentado ou não-fermentado (ver Neemias, que fala de "todo o vinho [yayin]" = todos os tipos).
- (a) Por um lado, yayin aplica-se a todos os tipos de suco de uva fermentado (Gênesis 9.20,21; 19.32,33; 1 Samuel 25.36,37; Provérbios 23.30,31). Os resultados trágicos de tomar vinho fermentado aparecem em vários trechos do Antigo Testamento, notadamente Provébios 23.29-35.
- (b) Por outro lado, yayin também se usa com referência ao suco doce, não fermentado, da uva. Pode referir-se ao suco fresco da uva espremida. Isaías profetiza: "já o pisador não pisará as uvas [yayin] nos lagares" (Isaías 16.10); semelhantemente, Jeremias diz: "fiz que o vinho [yayin] acabasse nos lagares; já não pisarão uvas com júbilo" (Jeremias 48.33). Jeremias até chama de yayin o suco ainda dentro da uva (Jeremias 40.10,12). Outra evidência que yayin, às vezes, refere-se ao suco não fermentado da uva temos em Lamentações, onde o autor descreve os nenês de colo clamando às mães, pedindo seu alimento normal de "trigo e vinho" (Lamentações 2.12).

O fato do suco de uva não-fermentado poder ser chamado "vinho" tem o respaldo de vários eruditos. A Enciclopédia Judaica (1901) declara: "O vinho fresco antes da fermentação era chamado yayin-mi-gat [vinho de tonel] (Sanh, 70a)". Além disso, a Enciclopédia Judaica (1971) declara que o termo yayin era usado para designar o suco de uva em diferentes etapas, inclusive "o vinho recém-espremido antes da fermentação." O Talmude Babilônico atribui ao rabino Hiyya uma declaração a respeito de "vinho [yayin] do lagar" (Baba Bathra, 97a). E em Halakot Gedalot consta: "Pode-se espremer um cacho de uvas, posto que o suco da uva é considerado vinho [yayin] em conexão com as leis do nazireado" (citado por Louis Ginzberg no Almanaque Judaico Americano, 1923, pp. 408, 409). Para um exame de oinos, o termo equivalente no grego do Novo Testamento, à palavra hebraica yayin, ver os estudos O vinho nos tempos do Novo Testamento (1) e (2), p. 1517 e p. 1573, da Bíblia de Estudo Pentecostal, que se possível também será postado nesse blog.


[2] A outra palavra hebraica traduzida por "vinho" é tirosh, que significa "vinho novo" ou "vinho da vindima". Tirosh ocorre 38 vezes no Antigo Testamento; nunca se refere à bebida fermentada, mas sempre ao produto não-fermentado da videira, tal como o suco ainda no cacho de uvas (Isaías 65.8), ou o suco doce de uvas recém-colhidas (Deuterônomio 11.14; Provérbios 3.10; Joel 2.24).

Brown, Griver, Briggs (Léxico Hebraico-Inglês do Velho Testamento) declaram que tirosh significa "mosto, vinho fresco ou novo". A Enciclopédia Judaica (1901) diz que tirosh inclui todos os tipos de sucos doces e mosto, mas não vinho fermentado". Tirosh tem "bencão nele" (Isaías 65.8); o vinho fermentado, no entanto, "é escarnecedor" (Provérbios 20.1) e causa embriaguez (Provérbios 23.31).


[3] Além dessas duas palavras para "vinho", há outra palavra hebraica que ocorre 23 vezes no Antigo Testamento, e frequentemente no mesmo contexto _ shekar, geralmente traduzida por "bebida forte" (1 Samuel 1.15; Números 6.3). Certos estudiosos dizem que shekar, mais comumente, refere-se a bebida fermentada, talvez feita de suco de palmeira, de romã, de maçã, ou de tâmara.

A Enciclopédia Judaica (1901) sugere que quando yayin se dintigue de shekar, aquele era um tipo de bebida fermentada diluída em água, ao passo que esta não era diluída.

Ocasionalmete, shekar pode referir-se a um suco doce, não fermentado, que satisfaz (Robert P. Teachout: "O Uso de Vinho no Velho Testamento", dissertação de doutorado em Teologia, Seminário Teológico Dallas, 1979).

Shekar relaciona-se com shakar, um verbo hebraico que pode significar "beber à vontade", além de "embriagar". Na maioria dos casos, saiba-se que quando yayin e shekar aparecem juntos, formam uma única figura de linguagem que se refere às bebidas embriagantes.