sexta-feira, 16 de junho de 2017

Nossas habilidades dependem de Deus

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam. Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela" (Salmo 127.1).
Interessante que por duas vezes aparece no texto a expressão "Se o Senhor".

Que todos fiquemos sob os cuidados desse Senhor.

Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Pensamento para as relações interpessoais

"Você precisa de um amigo que lhe aponte os erros, se não tiver; pague um inimigo que lhe preste este serviço" (autor desconhecido).

Fiquem na Paz.
Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Para quem gosta da boa e universal música

Segue como sugestão e a quem interessar possa. No "you tube": W. A. Mozart: clarinet concert in A major, K 622 with Nadja Drakslar.
A quem assistir observe que a clarinetista executa a peça sem ter uma partitura musical. Isto nos mostra um lado essencialmente cognitivo que se destaca pela capacidade de memorizar longos trechos. Bem interessante!
Uma ótima audição.

Deus a todos abençoe agora e no dia da eternidade.

Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

"Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado" (1 Co 5. 7).

A citação de um cordeiro pascal basicamente vem do livro Exôdo 12, e está intimamente ligada a Páscoa. Deus forneceu todos os procedimentos a Moisés e a Arão no referido texto e que séculos mais tarde cumprem-se cabalmente em Jesus nosso, Cordeiro pascal.

Alguns fatos ressaltam por termos Cristo como nosso Cordeiro pascal.
(1) Fala do embrião da salvação individual, onde mais tarde e de maneira completa o sangue de nosso Senhor Jesus seria vertido na cruz do calvário, sangue que "nos purifica de todo o pecado" (1 Jo 1. 7).
(2) A Páscoa repetiu-se indefinidamente. Os cordeiros sacrificados não eram perfeitos. Daí o motivo central das repetições. É em Jesus que a perfeição do sacrifício foi para sempre realizada.
(3) A epístola aos Hebreus esclarece de forma inconfundível o valor único do sacrifício de Jesus: a) "Muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo"! (Hb 9. 14);
b) "Assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação" (Hb 9. 28);
c) "...porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu (Hb 7. 27).
(4) A epístola de 1 Pe 1. 19, 20, corrobora com o mesmo assunto: "Mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo. Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós".
(5) A citação no evangelho de João 1. 29: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" é elucidativa e nos traz a paz e a certeza de que só em Jesus temos o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Lá no antigo pacto o sangue do cordeiro por maior boa vontade que houvesse e cumprida todas as exigências legais, apenas cobria ou adiava a pena. A expressão "que tira" é por demais profunda e podemos pensar no que diz a carta aos colossenses: "Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados" (Cl 1. 13, 14). Louvado seja o nome do Senhor para sempre.

Aos que ainda lutam contra o pecado com as próprias forças. Ao sistema mundano que chama as mais variadas atrocidades de simples desvios causados pela falta de educação, falta de moradia, desemprego, e desequilíbrios diversos, tentando assim mascarar a malignidade do pecado, a solução definitiva só pode ser encontrada em Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Que Deus em Cristo a todos abençoe e que por seu Espírito Consolador possa convencer do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16. 8 - 11).

Pr. Josuè Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Dia Internacional da Mulher

"A instituição do dia 8 de março como Dia Internacional da Mulher pela ONU remonta a tragédia ocorrida no ano de 1857 quando 130 tecelãs morreram na cidade de Nova York, Estados Unidos, em um incêndio dentro de uma fábrica enquanto lutavam por tratamento digno no ambiente de trabalho, redução da carga horária diária (as fábricas exigiam 16 horas) e equiparação salarial aos homens (elas recebiam um terço do que eles pelas mesmas tarefas)". (Fonte: Revista Portas Abertas, ano 34, número 3).
Indicamos a mesma revista em seu exemplar desse mês de março com o título de capa: "Cristãs: Força e Valor" contendo reportagens e artigos sobre a gravíssima situação da mulher, principalmente quando é uma cristã nos países onde ser um (a) servo (a) de nosso Senhor Jesus é um constante desafio envolvendo o risco de estupros, pesadas agressões físicas , destruição de propriedades, sequestros e morte. Lamentavelmente são práticas mais que  insanas e contumazes, dificilmente denunciadas pela mídia em geral.

Que Deus em Cristo a todos abençoe até o dia da eternidade.

Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Que se exalte mais o nome do Senhor Jesus

"Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu um nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai" (Filipenses 2. 9 -11).

O principal objetivo de um culto cristão é o de glorificar a Deus na pessoa de seu amado Filho Jesus, mas infelizmente certas linguagens, palavras e expressões chulas que poderiam ser evitadas tomaram lugar comum para alguns o que indica maus hábitos para não se dizer um vicio em repeti-las de maneira abusiva. Aqui, uma de nossas alusões é a de citar o nome do nosso adversário, o príncipe das trevas, reiteradas vezes e de maneira enfática esquecendo-se obviamente que é a Jesus que se deve exaltar. 
Recorrendo a alguns nomes próprios no Antigo Testamento que tinham ligação com Baal, o supremo deus dos cananeus, há dois exemplos,  em 2 Samuel 2 .8 e 4. 4.
Quanto as duas referências transcrevo o comentário da Bíblia de Estudo Almeida (SBB, 1999): "O nome desse filho de Saul originalmente era Is-Baal (homem de Baal), mas o texto hebraico o mudou para Isbosete (homem de vergonha). Evitava-se, assim, pronunciar o nome de Baal, divindade pagã particularmente odiosa para o povo de Israel" (cf. Oséias 2. 17).
Em comentário idêntico a mesma Bíblia acima citada fala em 2 Samuel 4. 4: "Mefibosete. O nome deste filho de Jônatas era, na verdade, Meribe-Baal (O meu advogado é Baal, cf 1 Crônicas 8. 34) ou Meri-Baal, O meu senhor é Baal, mas o escritor bíblico, para não referir-se ao deus cananeu Baal, alterou o nome para Mefibosete, que significa "Semeador de vergonha".
A questão era tão séria que mais tarde em Oséias 2. 16, 17, é Deus quem se manifesta: "Naquele dia,  diz o Senhor, ela me chamará: Meu marido e já não me chamará: Meu Baal; Da sua boca tirarei os nomes dos baalins, e não mais se lembrará desses nomes".

O senhor Jesus na parábola do joio (Mateus 13. 24 30; 36-39) faz referência a "um inimigo que fez isso", mas à frente com intuito de  maior clareza ele diz: "o inimigo que o semeou é o diabo".
Esclarecido deve ser que não se trata de medo ou qualquer receio o fato  de se pronunciar o nome de nosso arqui- inimigo, mas o de se promover como adoradores a reverência e principalmente a  quem dirige o culto para que a atmosfera seja propícia a presença do Espírito Santo. Não bastasse certos exageros em se falar o nome ou nomes do adversário de Deus e sua obra, com certo asco já presenciamos caso em que a pessoa cita nomes de entidades demoníacas do candomblé e outros segmentos correspondentes com uma desenvoltura que em nada edifica.
Os muitos  testemunhos de pessoas que outrora foram escravas destas entidades do mal, hoje libertas pelo poder de Deus, atestam que lá em seus cultos e reuniões não fazem referência aberta e direta a nenhuma pessoa da Trindade divina e se o fazem é em tom de zombaria e blasfêmia.

É interessante e motivo de redobrada atenção as referências que a Bíblia faz ao cruel adversário de Deus e da humanidade, pois ele sempre aparece  em contexto de oposição, resistência, acusação e tentando ser uma espécie de contramão aos desígnios mais santos do Senhor.
Em Jó 1. 6, ele é o acusador do patriarca Jó. Em Zacarias, ele não só acusa, mas afronta o sumo sacerdote Josué (Zacarias 3. 1). O adversário aproveita-se de um descuido de Pedro que antes havia feito uma solene confissão da divindade de Cristo (Mateus 16. 23). No início do ministério terreno de Jesus, o tentador colocou três armadilhas  para tentar o Senhor a mudar de rumo e desobedecer frontalmente ao Pai (Mateus 4. 1 - 11).

Por que então esse frisson em se falar tantas vezes o nome do nosso maior adversário, o que torna-se constrangedor e inoportuno, aliás, em nenhum culto tal linguajar deveria aparecer ou que se faça com a maior brevidade possível nunca esquecendo que seja na igreja, nos lares, etc., reunimo-nos para a propagação do evangelho do Senhor Jesus e exaltar seu santo eterno e sublime nome sempre digno sobre todos os nomes conforme o apóstolo frisou bem em Filipenses. 

Deus, em Cristo, a todos abençoe e guarde para o dia da eternidade.

Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Jonas, um profeta muito corajoso

"Respondeu-lhes: Tomai-me e lançai-me ao mar, e o mar se aquietará, porque eu sei que, por minha causa, vos sobreveio esta grande tempestade" (Jonas 1.12. ARA).

"Joguem-me ao mar", disse Jonas, "e ele ficará calmo de novo. Eu sei que sou o culpado dessa horrível tempestade" (Nova Bíblia Viva).

De maneira simples consideremos alguns aspectos nas palavras do profeta Jonas.
(1) A ênfase maior no ministério do profeta Jonas é quase sempre voltada para sua insólita e voluntária desobediência à clara ordem dada por Deus;
(2) Ele posteriormente entendeu que era o único culpado pela situação trágica que de repente viu-se envolvida toda a tripulação do navio que escolhera para fugir do Senhor e sua determinação;
(3) No entanto, um pouco antes a tripulação mesmo pagã teve o discernimento de que Jonas era o motivo de todo aquele reboliço (v.10);
(4) Pelo seu ato de desobediência não imaginou Jonas o quê poderia acontecer vindo da parte de Deus. Chama a atenção o profundo sono do profeta. Um tipo de sono que nem  a grande possibilidade de naufrágio da embarcação e a agitação de toda a tripulação foram capazes de acordar o profeta;
 (5) Por que lamentavelmente traços nítidos desta  história se repetem em diversas esferas? Por que ante "o bravio mar" de circunstâncias que mostram o caos e a proximidade de uma tragédia o culpado ou culpados não se manifestam como fez o profeta Jonas? Por que?
(6) Mesmo sendo acossado pela tripulação Jonas nos presenteia com este excelente lampejo de caráter e  assume a total culpa pela tempestade que está a ponto de despedaçar o navio;
(7) Onde estão os culpados que assumem suas mazelas, seus erros sem desculpas e não procuram alibis?
No livro histórico de Josué, sétimo capítulo, um cidadão de nome Acã, responsável pela derrota dos israelitas em Ai ficou calado até o último instante e se não fosse a averiguação do tipo "pente fino" determinada por Deus, Acã não teria se manifestado;
(8) "Tomai-me e lançai-me ao mar e o mar se aquietará, porque eu sei que, por minha causa, vos sobreveio esta grande tempestade".
(9) Jonas, o profeta corajoso, não deve ter aventado a possibilidade de um milagre diante da situação tão embaraçosa que ele mesmo criou;
(10) Até a tripulação sentiu-se incomodada em aceitar e cumprir a corajosa solução proposta pelo profeta (v.14);
(11) Conta-se a história de "Diógenes, o Cínico (com C mesmo) filósofo grego que viveu no ano de 323 a.C que perambulava pelas ruas carregando uma lanterna, durante o dia, alegando estar procurando um homem honesto. Ele acreditava que a virtude era melhor revelada na ação e não na teoria" (Blog do Carlos Brito. "A lanterna de Diógenes).
(12) Hoje, graças a Deus, a crise não está instalada de forma genérica porque muitos segmentos da sociedade primam pelos quesitos da imparcialidade, integridade, transparência em seus negócios. No lado evangélico há igrejas cristocêntricas e bibliocêntricas mesmo com a enorme pressão resistem incansavelmente aos ataques que confrontam caráter, temor e tremor a Deus, amor sincero e irrestrito ao reino de Deus,assim como postura e testemunho cristãos;
(13) Ressalte-se que Jonas poderia ficar calado ou mesmo desconversar e deixar que o mar bravio sucumbisse com a embarcação e respectiva tripulação e parece que isso ocorreria caso não tivesse sido acordado do seu profundo sono.
(14) O profeta Jonas tem através do relato do livro que toma o seu nome o peso da consequência de ter sido desobediente o que nos serve de solene aviso. No entanto, a sua disposição e coragem em assumir que era o culpado e pedindo que fosse jogado no mar revolto deve ser posto em evidência;
(15) Reiterado deve ser que o triste exemplo do profeta Jonas em desobedecer à primeira ordem do Senhor para ser o arauto do castigo sobre Nínive não deve ser copiado e que ninguém pense que sempre haverá um grande peixe à disposição dos desobedientes.

Que Deus a todos abençoe em Cristo Jesus agora e no dia da eternidade.

Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Redescobrindo Pérolas

O tempo implacável e resoluto como é não consegue tirar  o inconfundível  brilho de uma pérola, e aqui falo de um encarte "Vidamix-Suplemento. Pastores&Líderes" do longínquo ano 2000, que fez a seguinte enquete: "Cite uma qualidade que você considera essencial para a igreja brasileira apresentar no ano 2000".
Lá os itens mais citados foram santidade, amor, unidade e vida na Palavra. Aqui compartilho a sugestiva e atualíssima contribuição de um irmão que identificou-se na referida pesquisa como Edmilson Marques Dias, Guarulhos, SP.

Vida na Palavra
"Creio que a coerência de vida, entre o que pregamos e o modo como vivemos, é o que dará autenticidade à igreja brasileira. Uma coisa é ser usado por Deus; outra coisa é ser aprovado por Ele. Não é pelo fato de as coisas estarem acontecendo de uma forma "abençoada" que necessariamente, Deus está nos aprovando. Em Mateus 7 isto fica claro. A única maneira de sermos aprovados por Deus é quando nossa vida é coerente com sua Palavra, p.7".

Nosso sincero desejo: Quem lê entenda e atenda.

Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.

Onde está a causa?

Eliseu torna saudáveis as águas de Jericó (2 Reis 2.19-22)

Chama a atenção a articulação de projetos descabidos, malévolos e insanos que surgem no cenário brasileiro e em outras partes do mundo. Em sua maioria vilipendiando frontalmente a família, os valores morais,onde sugerem meios para silenciar o evangelho de Jesus ou para dificultar o avanço da igreja e seus muitos projetos.
Considere-se:
(1) O que aparece registrado em documentos, foi antes devidamente pensado;
(2) Os pensadores tiveram antes sugestões para o desfecho do documento;
(3) Seja na esfera federal, estadual e municipal o porta-voz que aparece é tão somente o fantoche dos articuladores que sub-repticiamente agem;
(4) A maioria desses articuladores preferem o anonimato e na verdade são muito mais nocivos, do que seus fantoches;
(5) A história da Igreja primitiva alude ao fato de um inflamado Saulo, decidido  a exterminar os cristãos. Ele toma todas as responsabilidades, é bem verdade, no entanto, à sua retaguarda também havia o poder religioso representado pelo Sinédrio, fato que Paulo em seu testemunho de conversão não esconde. Saulo era o animal indomável que aparecia, mas à sua retaguarda o poder religioso produzia o material suficiente de combustão;
(6) Ora, os homens de Jericó perceberam que as águas eram más e a terra estéril, e levam o fato ao conhecimento do profeta Eliseu. O profeta pede um prato novo e que nele haja sal. Vai ao manancial das águas e usa a expressão característica da autenticação divina: "Assim diz o Senhor: Tornei saudáveis estás águas; já não procederá daí morte nem esterilidade".
(7) Já foi constatado que  "a  cidade é bem situada" que o país, no caso o Brasil, é muito rico em recursos naturais, que o povo é ordeiro e quer tão somente o que lhe é devido, mas... que as águas que chegam são más. Não há tempo a perder.
(7) Que haja líderes, cristãos sinceros e pessoas de bem que tenham o devido discernimento para irem até os mananciais das águas más onde são produzidos farto material  inflamado por mentes a serviço do reino das trevas e lá joguem sal, ou ficaremos contemplando apenas as consequências sem identificar as causas.

Que Deus a todos abençoe agora e no dia da eternidade.

Pr. Josué  Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Chavões e meninices

Cada época tem seus modismos e um dos que mais dão realce são os chavões. No entanto, os chavões ficam cansativos e extenuantes quando são ouvidos quase que ininterruptamente.
Infelizmente, alguns arraiais cristãos têm sido invadidos por cansativos, insistentes e  abusivos: "diga para o seu irmão"; "cutuca o teu irmão"; "levante a mão direita"; "repita comigo"; "ponha a mão no ombro do teu irmão"; "segura na mão da pessoa que está do seu lado"; "dê glória a Deus aaa ggg ooo rrr aaa", e não podia faltar o "profetiza para o teu irmão"; "estou sentindo Deus neste lugar", e isto muitas vezes em tom ameaçador e até expondo as pessoas que não querem participar desses inconvenientes que chamam de dinâmica ou de  "quebra gelo".
Pois bem, não bastasse, acrescentaram um ousado chavão que é bem pessoal: "eu sou profeta". Aqui a questão é dizer a primeira vez a referida frase, pois daí para a frente aqueles a quem chamam bondosamente de "pregadores" vão abusar e muito do "eu sou profeta". Aliás, é pregador ou profeta que faz uso da palavra naquele momento? Muitas e muitas vezes o  chavão "eu sou profeta" é dito também em tom ameaçador, dedo em riste encarando o auditório com jeito irônico e pedante que parece  dizer: "Alguém tem dúvida do que estou dizendo?", ou "alguém se atreveria discordar do eu sou profeta?"

Ora, uma leitura simples do texto bíblico que alude especificamente aos profetas do Senhor no Antigo e Novo Testamentos deixa claro que ninguém se ufanava em dizer "EU SOU PROFETA", pelo contrário, a partir do momento em que seus ministérios tornavam-se autenticados por Deus e conhecidos do povo, das autoridades eclesiásticas e civis, o preço da cobrança, da integridade, do compromisso com a verdade do Senhor e com o Senhor da verdade seriam inegociáveis em toda a esfera de atuação do homem e mulher de Deus chamados a serem profetas. Os verdadeiros profetas do Senhor, não se autointitulavam e nem se autointitulam como muitos tragicamente têm feito e de maneira descabida.

O assunto é muito sério, e acrescente-se os chavões ditos em cansativas dosagens do "eu sou profeta". Aqui fica claro que Deus tem seus profetas e  não cessaram os dons espirituais (Atos 2.39; 1 Co 12. 1-31; 1 Co 14; Rm 12. 6-8; Ef 4. 11,12).
A questão aludida de chavões e meninices na liturgia é porque caracteriza desordem, abusos e exageros como ocorria na igreja de Coríntio e não de se proibir a manifestação do Espírito Santo de Deus assunto enfatizado pelo  apóstolo Paulo: "Não apagueis o Espírito" e "Não desprezeis as profecias" (1Ts 5.19,20).
 A alusão da Bíblia aos profetas do Senhor mostra que no uso da mensagem que recebiam pelo Espírito de Deus era comum a expressão: "Assim diz o Senhor", mas podia ser que um falso profeta também usasse a mesma expressão o que sem dúvida traria confusão, então uma das  provas mais contundentes é fornecida pela Bíblia em Jeremias 28. 9: "O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra, será reconhecido como profeta, de fato, enviado do Senhor".
Outro exemplo do papel nefasto de falsos profetas é o tipo de armação maligna que fizeram contra Neemias, quando resistiu à chamada de uma reunião cuja tarefa era atrasar e dificultar a construção dos muros de Jerusalém (Ne 6.10-14).
Reiterado fica que não havendo profecia o povo se corrompe, mas é preciso discernimento de Deus para se saber o que é a verdadeira e inconfundível profecia e o que é chantagem emocional.
O Diabo  em seu incansável serviço não poupará esforços para confundir e semear o joio no meio do trigo não só com falsas profecias mas com falsas pregações que terão aparência de eloqüência, mas que será menos que palha (Mt 13.25,39).
É bem notório que coisas falsas não são apenas as que envolvem profecias e profetas, mas falsos pastores, falsos obreiros, falsos cantores, falsos sermões, falsos cultos, falsos crentes, falsas músicas que não têm teologia e inspiração, e como há pirataria na praça.
A madeira pura é muito cara e está muito escassa, mas o MDF é mais acessível e quando bem trabalhado nem se percebe que é apenas pó do pó do que  um dia foi madeira, e nem por isso o preço é menor.
Os chavões em si, não caracterizam falso ensino, mas meninices, imaturidade cristã, abuso e falta de preparo.
O Pr. Antonio Gilberto, consultor doutrinário da Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD), com o discernimento que lhe é peculiar chama tais práticas de "excentrismo, que é injetar nossos hábitos nos cânticos e pregações".
Se há falta do dom de discernir espíritos, que se ponha em prática o bom senso, a ordem, a disciplina e muitos desmandos e contrassenso serão evitados.
 Que Deus em Cristo Jesus a todos abençoe agora e no dia da eternidade.

Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Por cultos mais solenes

Há no íntimo de muitos cristãos o anseio sincero de que a liturgia das igrejas onde congregam seja revestida do espiritual, do racional e do emocional. Mas para que exista o devido equilíbrio sem descambar para extremismos, o Espírito Santo precisa ser o inspirador dessas reuniões. Por isso o desejo puro para que os cultos não sejam de maneira disfarçada  apenas um entretenimento, entremeado com mensagens que parecem ser motivacionais.

Como seria confortante perceber que dirigentes, departamentos e pessoas envolvidas mais diretamente no culto  exalam o inconfundível perfume de quem esteve no secreto conselho do Senhor, antes de virem a público.
O sagrado texto registra uma dessas pérolas da Palavra de Deus onde dois servos do Senhor da igreja primitiva foram observados "pelas autoridades, os anciãos e os escribas". "Ao verem a intrepidez de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, admiraram-se; e reconheceram que haviam eles estado com Jesus" (Atos dos Apóstolos 4.13).
A nota de realce é que não só os iletrados e incultos devem perscrutar os mistérios do céu, mas também os de formação acadêmica tanto na esfera secular quanto teológica.
Então, sem nenhum favor, sem exigências absurdas e em ambiente propício desejamos por cultos mais solenes.

Enfim, há cultos que nunca deveriam ter começado, mas há cultos que nunca deveriam terminar.

Que Deus a todos abençoe em Cristo Jesus, agora e no dia da eternidade.

Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.


domingo, 6 de outubro de 2013

O apóstolo Paulo e suas experiências

"Para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar. Três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim. Mas ele me disse: "Minha graça é suficiente  para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza". Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco é que sou forte" (2 Coríntios 12.7-10. NVI).

É bom que seja lido os seis versículos iniciais do mesmo capítulo para o quadro de informações ficar mais claro.

Que Deus a todos abençoe agora e no dia da eternidade.

Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Passos para um real aproveitamento do estudo da Bíblia

Alguns fatos devem ser observados no estudo da Palavra de Deus, sabendo-se que tal procedimento quando levado a sério só traz benefícios enriquecedores. Os líderes e cristãos mais experientes devem orientar os novos convertidos ao evangelho de nosso Senhor Jesus a não abrirem mão dos passos que se seguem, mesmo que bem simples.

(1) Qual o grau de maturidade cristã de quem vai estudar a Palavra de Deus?
Em Hebreus 5.11-14, o escritor reclama de crentes que ainda continuavam nos princípios elementares. Não tinham chegado ao avanço de se alimentarem do alimento sólido. "Ora, todo que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança" (v.13).
"Mas o alimento sólido é para os adultos" (v.14). No sentido espiritual um novo convertido à fé cristã não pode atropelar as etapas de seu crescimento espiritual. Se é contraproducente ficar apenas no leite dos primeiros passos da vida cristã, pior é começar alimentar-se do alimento sólido não tendo o organismo espiritual devidamente preparado.

(2) Como vai ler ou está lendo o texto sagrado?
Uma boa leitura facilita e é a principal das chaves para o entendimento da Palavra de Deus. Quanta leitura mal feita, atropelada, sem respeito às devidas pontuações. Se a leitura da Bíblia é mal feita em público, com certeza não é muito melhor em particular. Na bela história sobre a conversão do "eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes" é dito que ele vinha lendo em seu carro o profeta Isaías. Foi a partir desta leitura que alguns consideram que estivesse sendo feita em voz alta, que Filipe fez o primeiro contato com aquela autoridade que vinha da adoração em Jerusalém evangelizando-a e levando-a a salvação em Cristo Jesus (Atos 8.26-40).

(3) Como está a meditação nas Sagradas Escrituras?
Se uma boa leitura esclarece, a meditação diuturna é exigência da própria Palavra de Deus. A meditação é como bússola, é como farol, como norte fanal. A meditação não pode ser fortuita ou por acaso (Josué 1.8).
O Salmo 1.2 enfatiza: "Antes, o seu prazer está na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite". É um prazer caracterizado por "vontade, anelo, adesão alegre e obediência motivada pelo amor".

(4) Como está o exame das Escrituras?
Os irmãos de Beréia receberam a ilustre visita do apóstolo Paulo e seu companheiro de labor, Silas. O texto sagrado chama os referidos irmãos "de mais nobres que os de Tessalônica". Ora, "pois receberam a Palavra com toda avidez, e examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim" (Atos 17.11). Os crentes de Beréia não tiveram nenhum constrangimento ao fazerem um cuidadoso exame do ensino de Paulo. Até indagamos se não ocorreu um certo exagero? A lição ficou, mas não tem sido assimilada, pois hoje tem muita coisa sendo dita que se examinada não passará de palha, e de um cansativo blá, blá, blá. Louvamos a Deus que nada que tenha sido dito ou escrito pelo amado apóstolo Paulo foi até hoje taxado de heresia mesmo que pessoas mal intencionadas ataquem o discípulo convertido na estrada de Damasco e mais à frente cognominado apóstolo aos gentios.

(5) Como está a prática do bom senso?
Agora como espécie de moldura, o quinto ingrediente, o bom senso. Algumas palavras que caracterizam o bom senso: Razoabilidade, sensatez, "intuição de distinguir a melhor conduta em situações específicas". E nos vem à lembrança  as quatro consagradas perguntas muita usadas em Hermenêutica Bíblica. (1ª) Quem está falando? (2ª) Para quem está falando? (3ª) Para que tempo está falando? (4ª) Em que sentido está falando?

(6) A completa dependência do Espírito Santo.
Parece que os pontos acima apenas são aspectos intelectuais, no entanto, para cada passo no estudo da Bíblia é necessário depender do Espírito Santo de Deus, pois Ele conhece as entranhas de Deus. Ele tem acesso aos mistérios do Senhor ( 1 Coríntios 2.9-11). É possível cumprir os cinco primeiros passos acima elencados, mas apenas  de maneira intelectual e acadêmica analisando os Oráculos divinos apenas à luz da razão. Quem depende do Espírito Santo no estudo das Escrituras, sem dúvida terá outra postura e não terá dificuldade em dizer: "Fala, porque o teu servo ouve" (1 Samuel 3.10).
O que acima foi abordado não tem a pretensão de postulado, mas se possível despertar o interesse, apreço e amor pela Bíblia Sagrada.
Aos que desejam, no entanto, um estudo mais aprimorado, de maneira metódica e benfazejo das Sagradas Escrituras que matriculem-se em instituições de renomada idoneidade ou procurem obras de referência.

Que Deus a todos abençoe agora e no dia da eternidade.
Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Quando as migalhas também alimentam

"Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me! Então, ele, respondendo, disse: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Ela, contudo, replicou: Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. Então, lhe disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E, desde aquele momento, sua filha ficou sã" (Mateus 15.25-28).

Que Deus em Cristo Jesus a todos abençoe, agora e no dia da eternidade.

Pr. Josué Ribeiro da Costa.
Aprendiz de Teologia

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Salmo 117. Todos os povos devem louvar ao Senhor.

"Louvai ao Senhor, vós todos os gentios, louvai-o, todos os povos. Porque mui grande é a sua misericórdia para conosco, e a fidelidade do Senhor subsiste para sempre. Aleleuia!".

Que Deus a todos abençoe em Cristo Jesus agora e no dia da eternidade.

Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.

sábado, 16 de março de 2013

Afinal, quem são as potências mundiais?

"Eis que as nações são consideradas por Ele como um pingo que cai de um balde e como um grão de pó na balança; as ilhas são com pó fino que se levanta. Todas as nações são perante Ele como coisa que não é nada; Ele as considera menos do que nada, como um vácuo".
"Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais Ele chama pelo nome; por ser Ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar" (Livro do profeta Isaías 40. 15, 17, 26).
" A fé no poder criador de Deus oferece um sólido ponto de apoio para a mensagem de salvação anuncida em Isaías dos capítulos 40 ao 55. Se o Senhor é o criador do universo, tudo quanto existe está sob o seu domínio. Portanto, nenhuma força humana é capaz de impedí-lo de levar a bom termo os seus desígnios de salvação" (Isaías 40.28; 43.13; 45.7; 51.6; 52.10) (Bíblia de Estudo Almeida, p. 764. Barueri - SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 1999).
E por que não citar: "Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a  mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a Ele para que lhe venha a ser restituído? Porque Dele, e por meio Dele, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!" (Carta aos Romanos 11. 33-36).

A Deus, criador bendito, fonte de toda a esperança, nosso louvor, nossa gratidão, nossa reverência.
Por que temer homens vis, inescrupulosos? Estadistas que enganados pela posição que ocupam esquecem que do Senhor emana todo o poder, todo o controle, toda a autoridade, todo o desígnio?

Que nosso coração não perca a quietude e a Paz que só o Senhor pode dar em dias tão conturbados que da mesma forma foram preditos pela Bíblia, e que antecedem o momento mais que auspicioso do arrebatamento da Igreja, a noiva do cordeiro, ao encontro do Amado.

Que Deus em Cristo a todos abençoe agora e no dia da eternidade.

Pr. Josué Ribeiro da Costa.
Aprendiz de Teologia

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

"Tragada foi a morte pela vitória"

"E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabalávies e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão". (1 Coríntios 15. 54-58).

Preferindo não citar nomes, lembro-me aqui de pessoas amadas que em aproximadamente 30 dias foram chamadas ao descanso celestial.
Que Deus por meio de Seu Espírito Santo conforte familiares e amigos e sugiro que os textos bíblicos que referem-se à morte e ao nosso inevitável encontro com o Criador de todas as coisas, pudessem ser lidos e meditados com duas  perguntas bem pertinentes: Como me encontrarei com Deus? Receberei ou não, o bem vindo celestial?

Que Deus a todos abençoe agora e no dia da eternidade.

Pr. Josué Ribeiro da Costa.
Aprendiz de Teologia

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Quem está livre de ser açoitado por uma tragédia?

Sim, quem está livre de tragédias? E essa pergunta acompanha muitas outras. A partir delas seguem-se as mais variadas explicações e, não bastasse, surgem também muitas especulações que acabam confundindo além de inúmeras vezes não trazerem nenhum consolo ou mesmo conforto.

A madrugada do último dia 27/01/2013 foi marcada por uma tragédia que contabilizou vários mortos e feridos em uma casa de show na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Aqui acautelo-me para não ser mais um especulador de plantão e o texto que segue-se estará alinhado, na medida do possível, com a Palavra de Deus.

Há uma tendência generalizada de se constatar que a morte é um fato apenas em momentos de tragédia. No entanto, a Bíblia Sagrada mostra também que a vida é fugaz, é passageira, é uma flor, é um sopro. O escritor do Salmo 90. 10 assim expressa seu pensamento: "Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso o melhor deles é canseira e enfado porque tudo passa rapidamente, e nós voamos". 

A fragilidade da existência humana é a companhia do recém-nascido ao ancião. Do que desfruta plenas condições de locomoção física e individual ao que encontra-se em situação vegetativa ou terminal em um leito. Se há vantagens elas são apenas aparentes. A vida é passageira para qualquer um de nós.

E sobre as especulações que surgem em momentos de agonia, tristeza, luto e dor aparecem as que classificam a morte de alguém simplesmente pela evasiva: "Era tão jovem!" ou "Ah! Viveu muito!". A primeira evasiva tenta dizer que jovem não poderia morrer. A segunda soa como um ato de concordância; isto é, velho tem de morrer.

Há ainda mais uma evasiva e essa muito temerária, a de se considerar uma tragédia como castigo divino. 
A Bìblia Sagrada fala do castigo divino sobre nações e indivíduos. Em combinação também refere-se à lei da semeadura, onde tudo o que o homem semear, isto colherá. Contudo, os especuladores sem nem um pouco de bom senso esquecem que do mesmo modo como morre o que não tem compromisso com Deus, com Sua Palavra e Seu Reino, falecem os que tem uma vida reta diante do Senhor e muitos desses servos fiéis padecem com enfermidades em leitos, cadeira de rodas, carecendo de ajuda constante de familiares e pessoas habilitadas para tal.

Dois textos não poderiam aqui ser esquecidos. O primeiro lembra que o lado material deve existir, caracterizado pela luta pela sobrevivência, mas que não é tudo, que não é o fim em si mesmo. Em uma parábola contada por Jesus um homem bem sucedido ao final de uma colheita constata que está mais rico que antes. Mais que eufórico ele fala consigo que é preciso a construção de novos paióis (depósitos, celeiros) e acrescenta que sua alma está bem amparada e não deve temer nada. Aliás, para quê pensar na morte em momento tão auspicioso? E é possível que se alguma pessoa fizesse ao homem a pergunta que Deus naquele momento lhe fez, não fosse bem aceita. "Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?". A narrativa bíblica encontra-se no evangelho de Lucas 12.16-21.

O outro texto encontra-se registrado no evangelho de João 9.1-3 e poderia servir mesmo aos que não estão interessados na ajuda, mas na especulação vil e barata. "...Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?".

A resposta de Jesus é muito abrangente e repleta de ensino a quem gosta de perguntar já tendo a resposta. O agravante é que os especuladores na maioria das vezes têm respostas rápidas, erradas e muito simples para casos tão complexos.

Que Deus, por meio da Bíblia Sagrada, de Seu amado Filho Jesus e da ação consoladora do Espírito Santo - que a tudo prescruta - possa confortar e amparar aos que sofrem a perda de seus queridos, aos que amargam o esquecimento de uma visita amiga e aos que sofrem os resultados de enfermidades ainda não curadas ou incuráveis.

Que o Senhor a todos abençoe agora e no dia da eternidade.



Pr. Josué Ribeiro da Costa
Aprendiz de Teologia


terça-feira, 16 de outubro de 2012

O coração, um inestimável tesouro

"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda  o teu coração porque dele procedem as saídas da vida" (Provérbios 4.23).

Coração aqui como parte principal do nosso ser e do nosso psiquismo. Segundo o Pr. Antonio Gilberto, "o nosso psiquismo consiste de três distintos poderes da alma: (1) intelecto; (2) afetividade; (3) vontade. O referido pastor e biblicista, também enfatiza, que a nossa vida para ser normal e equilibrada (inclusive a nossa saúde), depende da proporcionalidade e da harmonia desses três poderes ou faculdades da alma, e acrescenta que nossa afetividade também consiste de três grandes grupos de funções que são as emoções, paixões e os sentimentos. Em Lucas 10.27, onde a Bíblia trata dos três poderes da alma, a afetividade vem em primeiro lugar" (Apostila: A família Cristã, p.27. Pr. Antonio Gilberto).

Deus a todos abençoe em Cristo Jesus.

Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Uma sugestão

Com os mais variados argumentos, muitas igrejas evangélicas têm inserido na liturgia cultos com temas, que segundo dizem, atraem o povo, a massa, os interessados em movimento, em bençãos, etc. O que segue-se,  é  apenas uma amostra, um ensaio.

Na segunda-feira, o culto da vitória. Na terça, o culto da prosperidade. Na quarta, o culto de libertação. Na quinta, o culto dos empresários. Na sexta, o culto das causas impossíveis. No sabádo, o culto da família. No domingo, um culto de louvorzão.

Com certeza, deve existir outros tipos de culto e reuniões diversas que podem ser sugeridos, mas como tem ocorrido uma temerária falta de pregação e ensino da Palavra de Deus na maioria dos referidos cultos, e por se ver tantos crentes raquíticos espiritualmente, sugiro um culto que se ensine sobre caráter cristão, testemunho de vida, consagração, amor e apego a Bíblia, anelo crescente pela volta de Jesus para arrebatar sua igreja. Que se ensine sobre elevados padrões de moralidade e espiritualidade, não apenas a membresia, mas à liderança. Que os referidos mensageiros, responsáveis pela pregação e ensino da Bíblia, tenham coerência entre o falar na e da tribuna, com a vida cotidiana.

Reconhecemos agradecidos, que em muitas igrejas exista a preocupação com o que será ministrado. Que também exista uma  incessante busca por parte da liderança pela sabia orientação do Espírito Santo de Deus. Que exista seriedade na condução de seus respectivos cultos. No entanto, é lamentável também reconhecer, que noutros lugares, haja uma espécie de maquiagem que dura apenas na hora do culto. 

Se não houver o sistemático ensino da Palavra de Deus, o povo se corrompe, implicando em falta de compromisso, de seriedade, de quebrantamento.
Como nos dias de Esdras e Neemias almejamos por um reavivamento consistente baseado em princípios bíblicos. (1º) A leitura e explicação da Lei do Senhor que para muitos hodiernamente, seriam quase exaustivas (Neemias 8. 1 - 9); (2º) O arrependimento e confissão de pecados (Neemias 9).

Que Deus em Cristo Jesus, a todos  abençoe agora e na eternidade.

Pr. Josué Ribeiro da Costa. Aprendiz de Teologia.